26/03/2018 às 17h00min - Atualizada em 27/03/2018 às 23h14min

Rio de Janeiro reúne os quatro bairros mais caros do Brasil

O Rio de Janeiro sozinho reúne os quatro bairros mais caros para se morar, levando em conta o preço do metro quadrado de um imóvel nessas regiões. Os dados levantados pelo índice FipeZap, da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) mostram que, entre 20 cidades pesquisadas no país, Rio e São Paulo seguem sendo os lugares mais caros para morar.

Pelo levantamento, o Leblon é o bairro mais caro do Brasil, cujo metro quadrado médio custa R$ 21.012. Ali moram políticos como o governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão e o senador Lindbergh Farias, artistas como os cantores Chico Buarque, Ney Matogrosso e Fagner, além de jogadores de futebol, jornalistas e intelectuais. Não à toa, a praia do Leblon está constantemente repleta de paparazzis.

Em seguida, vem Ipanema, cujo metro quadrado custa, em média, R$ 19,744. “Leblon e Ipanema, assim como outros bairros da zona sul carioca, parecem ter passados ilesos à crise vivida pelo mercado imobiliário brasileiro no ano passado. Imóveis novos e usados seguem valorizando os preços do m² na região”, analisa Mateo Cuadras, CEO do Imovelweb, empresa que também mede o valor dos imóveis na capital fluminense.

Os outros dois bairros mais caros do Brasil - e que estão no Rio - são a Lagoa (R$ 17.976 o m²) e a Gávea (R$ 17.078 o m²), de acordo com a pesquisa. A Cidade Maravilhosa ainda deixou de dominar o topo do ranking nos últimos anos, já que em 2013 o Índice FipeZap também colocava o Jardim Botânico, na zona Sul, na quinta posição.

"O alto padrão no Rio está praticamente todo concentrado nessa região. Esses bairros se tornaram oásis naturais e como não têm mais capacidade de expansão, cria-se uma pressão que, neste caso, aparece no aumento dos preços de metro quadrado. Então, de certa forma, a geografia da cidade contribuiu para que os preços ali ficassem tão elevados". explicou diz Eduardo Schaeffer, diretor geral do Zap Imóveis, portal que tem seus anúncios como base para a análise dos preços do FipeZap, ao diário carioca O Globo.

Na quinta colocação atual do ranking aparece o primeiro bairro paulistano: a Vila Nova Conceição, também na zona Sul, cujo metro quadrado custa R$ 16.517. Sua proximidade com o Parque do Ibirapuera, o principal da metrópole, além de diversas opções de teatros, cinemas, cafés e restaurantes nas ruas do próprio bairro são indicativos da posição.

Além disso, é na Vila Nova Conceição que se reúnem alguns dos empreendimentos mais luxuosos da cidade construídos nos últimos tempos, ocupando um lugar que anteriormente era de Higienópolis.

Alternativas

Nos últimos anos, leilões de imóveis no RJ têm sido a alternativa mais procurada por aqueles que querem comprar uma propriedade na cidade. Na Sodré Santoro, uma das maiores leiloeiras do país, os apartamentos chegam a ser negociados com valores até 30% abaixo do mercado, segundo Flávio Santoro, diretor da empresa.

Em fevereiro, um comprador do site fechou negócio por um apartamento na Barra da Tijuca, na zona Sul, por R$ 850 mil. Segundo corretores, o imóvel valia R$ 1,2 milhão até as Olimpíadas de 2016.

Assim como a Caixa, a maioria dos imóveis é resultado das ações de retomada judicial de financiamentos que não foram pagos pelos antigos donos. Em janeiro, o banco estatal anunciou a venda mais de 900 imóveis nessa situação no Rio. Para algumas propriedades, o desconto chegava a 90% em relação ao valor de avaliação. A instituição ainda permitiu alguns modelos de financiamento bancário e o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).





 
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