20/06/2024 às 13h05min - Atualizada em 20/06/2024 às 18h07min

Zé Helder lança a trilogia Caramujo do Tempo

O cantor e compositor Zé Helder lança a trilogia intitulada Caramujo do Tempo

GRACIELA BINAGHI
Foto de Ulisses Matandos
“A natureza sempre me causou grilos. O que há de comum entre uma galáxia e um pequeno caramujo? A forma em espiral, dentro disso estamos presenciando os fatos em nossa vida. Chegar aos de 50 anos vida traz a nítida impressão de que pelo menos metade do tempo dessa encarnação já passou. É uma nova fase da vida com mais consciência e uma percepção mais clara das coisas, que mesmo assim mostra como estou longe da percepção total das coisas. Esse é o insight de Caramujo do tempo” diz Zé Helder.

Disponível desde o final do ano passado nas plataformas digitais sem nenhum alarde, a trilogia Caramujo do Tempo, produzido de forma intimista entre setembro de 2023 e janeiro de 2024, marcando a passagem de meio século de vida de Zé Helder, traz três EPs com cinco faixas cada.

O primeiro EP abre com a canção inédita “Caramujo do Tempo”, faixa título da trilogia, utilizando uma escala que a faz soar como música nordestina, um modo chamado de mixolídio, que tem como característica soar muito modal, sem resolução, de certa forma giratório como é a casa do caramujo. Esse molusco tem uma forma encontrada em toda a natureza, do macro ao micro, e essa música trata dessas relações. Pessoalmente falando, essa música reflete o tempo/espaço em espiral em que estamos vivemos o decurso de uma vida.

Seguida por uma homenagem ao Slash, com a música inédita “Meu cachorro”.  Zé Helder conta que “Tudo começou com uma frase lida em uma biografia de Krishna Das: “no momento me esforço em ser o cara que o meu cachorro pensa que eu sou”. Nada mais verdadeiro que a evolução espiritual que o convívio com esses seres nos proporciona”.

As músicas autorais, “Tao” e “Uma Noite”, foram lançadas originalmente no CD Oco do Bambu, de 2009.

“Água Limpa” nasceu instrumental no CD Pés Descalços de Zeca Collares, Zé Helder gostou tanto que pediu para fazer uma letra ao Zeca, e ele topou a parceria. A música em parceria com o Zeca Collares “Agua Limpa”, foi lançada no CD Assopra o Borralho (2015) com participação vocal especialíssima de Alzira E. 

O Segundo EP da trilogia, “Caramujo do Tempo”, traz três músicas inéditas, “Piau” parceria com Juca Filho, “Canção Ecumênica”, “Saciá”, e as regravações das obras, “Virtude” (2009) e “Porteira” (CD Orelha de Pau – 2002 e CD A Montanha em 2005), na versão mais acústica.

Encerrando a trilogia de Caramujo do Tempo, Zé Helder abre o EP com o pagode punk inédito, “A Barata vem de Deus”, como ele diz, “foi criada em um momento de porraloquice”. E as regravações de “Os Leões de Aleijadinho”, já lançada como single, em versão mais rock´n´roll, “Assombração”, gravada originalmente no CD A Montanha de 2005, essa música é um glossário de lendas de assombração em uma base rock em viola com afinação rio abaixo. Tradicionalmente conhecida como afinação do Capeta.

“Rios Sepultados” música originalmente composta para o álbum Matuto Moderno 5, fala dos rios paulistanos que hoje são avenidas, e finalizando Zé Helder traz “Tudo vem do mesmo pau”, um rock meio bicho grilo, meio iogue. Criada na ocasião que conheceu Zé Geraldo, se inspirou na sua música. A letra fala de muitas coisas aprendidas com a permacultura e agroecologia.


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GRACIELA ALICIA BINAGHI
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