20/06/2024 às 14h17min - Atualizada em 20/06/2024 às 18h01min

Indicadores de saúde mental no trabalho são mais desfavoráveis entre mulheres

Razões estruturais explicam resultados, segundo Cristina Collaço coordenadora do curso de Psicologia da ESAMC Santos

BETINI COMUNICAçãO
Divulgação
 

A saúde mental das mulheres e millenials (profissionais na faixa dos 31 aos 40 anos) nos escritórios tiveram os resultados mais baixos do levantamento Índice de Bem-estar Corporativo (IBC) 2023. Desenvolvido pela plataforma online de terapia Zenklub em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o IBC das mulheres atingiu 63,9 pontos e está 14,1 pontos abaixo do índice mínimo considerado saudável (78).

O índice dos homens foi um pouco acima, chegando a 68,1, mas, em ambos os casos, o bem-estar do trabalhador está longe do ideal. Já na faixa etária dos millenials (31 aos 40 anos), os indicadores foram os mais baixos, com o IBC das mulheres em 63,6 e o dos homens em 67,4.

Para a psicóloga Cristina Collaço, coordenadora do curso de Psicologia da ESAMC Santos, os baixos índices de satisfação profissional e saúde mental das mulheres estão ligados a questões estruturais. “De certo modo, a pesquisa foi conservadora em função de questões que não apareceram. A mulher tem um nível de insatisfação até maior quando você avalia questões como falta de equidade salarial e de oportunidades, além do assédio. Por esses motivos, a mulher se sente rebaixada e tudo isso acaba pesando contra o bem-estar e saúde mental delas”, disse Cristina.

Como executiva de RH, Cristina encontrou muitas situações de desequilíbrio nos ambientes corporativos. “Venho de empresas que tinham certo referencial de equidade, mas a falta de oportunidades para as mulheres é uma situação generalizada e alimenta a baixa autoestima. Também existe uma carga de responsabilidades fora da empresa (a atribuição cultural de cuidar da casa e dos filhos), que acaba interferindo na autoestima delas e não é visível na pesquisa”, acrescenta.

O IBC foi criado para mensurar a saúde mental e o nível de satisfação dos profissionais dentro das organizações e avalia nove dimensões. Cinco delas (Conflitos, Desconexão do Trabalho, Exaustão, Preocupação Constante e Volume de Demanda) seguem o critério de quanto mais baixa a pontuação, melhor a qualidade do indicador. Com isso, o melhor indicador foi o de Conflitos (24) e o pior, a Exaustão (58,8).

 

Sobre Cristina Collaço

Cristina Collaço é Coordenadora do Curso de Psicologia da ESAMC Santos, executiva de RH e consultora de Carreiras. Também é professora de Gestão Estratégica de Pessoas e Psicologia na Graduação e Pós-Graduação da ESAMC Santos

Com formação em Psicologia e pós-graduação em Gestão Empresarial, Cristina tem mais de 30 anos de experiência em RH, tendo atuado como executiva em multinacionais químicas e metalúrgicas. Em sua trajetória profissional, desenvolveu programas estratégicos de atração, formação e retenção de talentos, liderança, desenvolvimento e orientação de carreiras e programas de cultura organizacional voltados à Diversidade e Inclusão

Sobre a ESAMC

Fundada em 1999, a ESAMC é reconhecida nacionalmente como um centro de excelência e está nos rankings das 50 melhores faculdades do país, pois se destaca pelo projeto educacional inovador, que alia teoria à realidade do mercado de trabalho.

Com o objetivo de formar líderes, desenvolve competências técnicas, gerenciais e comportamentais, o que gera empregabilidade e reconhecimento entre os empresários das regiões onde se instala. A instituição estabeleceu seu campus em Santos, no litoral de São Paulo, e hoje está presente em 5 cidades do Brasil.


 

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BARTIRA BETINI NUNES
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