19/06/2024 às 17h12min - Atualizada em 19/06/2024 às 22h01min

A importância do autoconhecimento para ter uma relação saudável

No mês dos namorados, o amor é exaltado, com fotos dos casais comemorando nas redes sociais. Mas até que ponto é amor ou idealização de uma relação que não existe? Para saber isso, só é possível se conhecendo

Chris Coelho Comunicação e Assessoria de Imprensa
Divulgação
Neste mês de junho, quando se comemora o Dia dos Namorados, os posts e stories dos casais comemorando a data se multiplicam nas redes sociais. Mas, será que para todos eles há motivos para se comemorar? Muitas pessoas entram nas relações por carência e tentam se encaixar aos desejos dos parceiros, perdendo sua essência para suprir a necessidade do outo. Para a psicóloga Bárbara Couto, o sucesso de uma relação está no autoconhecimento. “As pessoas precisam se conhecer, entender quem são, suas necessidades e desejos para que não acreditem que são insuficientes e que precisam se moldar para atender as necessidades dos outros”, explica ela.
               Quem se conhece sabe colocar limites nas cobranças do parceiro e também o que busca e aceita numa relação amorosa. “Há pessoas que se anulam pra se encaixar em um relacionamento, pra se encaixar no que o outro espera. Muitas sacrificam as necessidades, os desejos e até quem são, somente pra agradar o outro. O medo da rejeição e a baixa autoestima fazem com que as pessoas acreditem que só serão aceitas se se moldarem à expectativa do outro. Isso causa desgaste emocional e estresse, além de fazer a pessoa viver pisando em ovos como o companheiro e se moldando pra ser quem não é. Deixando de ser quem se é, é impossível ser feliz”, ressalta a psicóloga.
Pré-requisitos X idealização do parceiro
               Bárbara esclarece que é natural e comum que se faça uma lista de pré-requisitos do futuro companheiro ou companheira, chamadas características inegociáveis para dar “match”. Segundo ela, é muito importante a pessoa encontrar alguém com quem tenha compatibilidade para uma relação saudável. “É até mais fácil um relacionamento onde você divide gostos, valores, objetivos de vida e hobbies.  Mas é necessário tomar cuidado em relação à idealização de um possível companheiro e passar a procurar uma pessoa que pode ser irreal”, alerta especialista.
De acordo com ela, parece haver dificuldade de se entender que as pessoas são diferentes, mesmo estando em uma relação “Nós precisamos ter tolerância numa relação e, principalmente, aceitação do que o outro é. Ao idealizar parceiros e comportamentos, se cria uma imagem, entra-se em uma expectativa, que na verdade é irrealista. Com isso, há a decepção, já que busca-se essa pessoa que, provavelmente, não vai existir. No final das contas, a pessoa pode ficar sozinha ou viver sempre insatisfeita nas relações”, esclarece a psicóloga.
Além disso, Bárbara ressalta a importância da comunicação na relação.  “É importante que o casal tenha uma comunicação aberta e honesta sobre essas expectativas, alinhar as visões e objetivos. “Mas dialogar sem diminuir o outro, sem fazer com que o outro se sinta insuficiente porque está fora do que foi idealizado. E o que não atende ao ideal precisa entender que pode ser amado por ser quem ele é, que não precisa se encaixar em molde idealizado por outros. Até porque quem faz idealizações de parceiros também precisa se conhecer para aprender a respeitar mais o outro e a entender que as pessoas todas têm o seu valor”, finaliza Bárbara Couto
              
A psicóloga Bárbara Couto
        Bárbara Couto é Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário de Brasília (UNICEUB) e tem Mestrado em Psicologia Clínica e Saúde pela – Universidad Europea del Atlantico (UNIAtlântico), da Espanha.
              Ela também tem Especializações em Terapia Cognitivo Comportamental e Neurociências e  em Comportamento, ambas pela PUC-RS e em Neuropsicologia Clínica, pela Capacitar.
              Bárbara Couto escreveu dois livros, editados pela Drago Editorial, em versões impressa e e-book. O primeiro “Permita-se”, sobre relacionamentos abusivos e libertação emocional. E o segundo “Aceita-se”, sobre tabus e necessidade da autoaceitação para sobreviver em uma sociedade que tem dificuldade em aceitar.
 

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CHRISTIANE PEREIRA COELHO
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