19/06/2024 às 16h03min - Atualizada em 19/06/2024 às 18h05min

Inadimplência em Condomínios Atinge Níveis Alarmantes em 2024

Estratégias para Síndicos: Como Combater a Inadimplência em Condomínios

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A inadimplência em condomínios no Brasil tem apresentado um aumento significativo nos últimos anos, atingindo níveis preocupantes em 2023 e 2024. Segundo dados recentes da uCondo, a inadimplência média nos condomínios brasileiros chegou a 24,04% em 2023, um aumento expressivo em comparação com os anos anteriores, quando as taxas eram de 14% em 2020 e 20% em 2022.

Esse crescimento tem gerado grande preocupação entre os gestores de condomínios, especialmente em regiões como o Norte do país, onde a inadimplência alcançou 16,82%, enquanto no Sul foi a menor, com 4,66%​. O impacto dessas taxas elevadas é sentido diretamente na administração financeira dos condomínios, que muitas vezes precisam aumentar as taxas condominiais para cobrir os débitos não pagos.

Gustavo Ferreira, CEO da administradora de condomínios em São Paulo, Fesan, destaca a importância de uma gestão financeira eficiente e transparente para enfrentar a inadimplência. “É crucial adotar uma gestão financeira eficiente e transparente, incentivando o diálogo constante com os moradores. Ferramentas como negociação flexível de dívidas, parcelamento e o uso de tecnologias para facilitar o pagamento são essenciais para mitigar o problema,” afirma Ferreira.

Entre as estratégias sugeridas para reduzir a inadimplência estão a implementação de uma gestão eficiente do fluxo de caixa, o monitoramento e a previsão de inadimplência, além da conformidade legal e uso de proteções para o condomínio, como seguros. Essas medidas são fundamentais para garantir a estabilidade econômica dos condomínios​.

Dados da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) indicam um cenário econômico mais favorável para 2024, com a projeção de crescimento da carteira de crédito total aumentando para 8,5%, o que pode facilitar a regularização das dívidas pelos inadimplentes​​. Este otimismo é compartilhado por muitos gestores que veem na facilitação do acesso ao crédito uma oportunidade para reverter as altas taxas de inadimplência.

Outra abordagem essencial é a utilização de tecnologias para a gestão condominial. Aplicativos que automatizam cobranças e oferecem maior transparência na administração podem ajudar a reduzir custos e melhorar a comunicação com os moradores​.

Além das medidas econômicas, é importante investir em comunicação clara e contínua com os moradores, explicando as consequências da inadimplência e incentivando a participação nas decisões do condomínio. Sessões de educação financeira também podem ser úteis para conscientizar os moradores sobre a importância de manter suas contas em dia​​.

Em resumo, a inadimplência em condomínios continua sendo um desafio significativo, mas com estratégias adequadas de gestão, uso de tecnologias e um cenário econômico mais favorável, é possível vislumbrar uma redução nas taxas e uma melhora na convivência e estabilidade financeira dos condomínios brasileiros.


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MARCOS MOREIRA CANGUSSU
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