05/02/2018 às 18h41min - Atualizada em 07/02/2018 às 14h51min

Preço de roupas e calçados tem menor inflação da história

Apesar do conturbado momento político enfrentado pelo Brasil, a economia do país vem, em alguns setores, melhorando para os consumidores. Enquanto contas de água e energia, por exemplo, vem sofrendo constantes aumentos, a inflação no comércio não foi tão alta. Pelo contrário: a da moda foi a mais baixa dos últimos 12 meses, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Produtos como roupas, calçados e acessórios tiveram, em média, aumento de 2,18% nos seus valores. Peças femininas tiveram acréscimo de 1,04% no seu preço, enquanto para roupas masculinas o aumento foi de 2,04%. Surpreendentemente, ainda há peças que tiveram um decréscimo no seu preço. É o caso das saias, que ficaram 0,94% mais baratas, e dos vestidos, que tiveram deflação de 2,74% em seus valores.

Os números são ainda mais significativos quando observamos os resultados de outra pesquisa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a evolução do custo de vida no Brasil aumentou, em média, 2,54%, número superior no setor de vestuário.

Aproveitar na hora certa

Apesar de favorável ao consumidor no momento, esse momento de baixa não deve durar muito tempo. O que acontece é que ele é resultado da baixa demanda, já que as taxas de juros e desemprego no Brasil estavam altas, devido à crise econômica vivida no país.

Outro fator que interfere no valor das roupas é a mudança das estações da moda. Peças como agasalhos e casacos, da moda outono e interno, têm decréscimo considerável em número de vendas e também em preço. Ao mesmo tempo, itens associados ao verão (roupas mais leves e moda praia) sobem de preço. Há ainda as peças atemporais, como os tênis e acessórios, que apresentam variação de preço durante todo o ano.

Com o princípio de retomada financeira da população, além da queda no desemprego e da mudança de estação - saindo do inverno para primavera e verão -, os consumidores tendem a voltar a fazer mais compras e, com isso, levar a um aumento considerável no valor dos produtos, estimulando o aumento inflacionário.

 

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