15/05/2024 às 15h39min - Atualizada em 17/05/2024 às 04h08min

Cia de Teatro Heliópolis inicia circulação por Suzano e Praia Grande de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos

ELIANE VERBENA / VERBENA ASSESSORIA
https://verbenacomunicacao.blogspot.com/2024/05/companhia-de-teatro-heliopolis-inicia.html
Foto de TIGGAZ
O espetáculo CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos, premiada montagem da Companhia de Teatro Heliópolis, tem apresentações gratuitas no Teatro Municipal Dr. Armando de Ré, em Suzano, e Teatro Serafim Gonzalez, em Paia Grande. As sessões ocorrem, respectivamente nos dias 30 de maio e 01 de junho, quinta e sábado, às 20h. As sessões contam com intérprete de Libras. Nas mesmas datas e locais, os integrantes da companhia ministram Oficina de Teatro gratuita para os interessados, das 14h às 16h (detalhes no serviço).

Em 2022, CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos ganhou o Prêmio APCA (Dramaturgia; indicado também em Direção), Prêmio SHELL de Teatro (Dramaturgia e Música; indicado ainda em Direção), VI Prêmio Leda Maria Martins (Ancestralidade) e foi relacionado entre os Melhores Espetáculos do Ano pela Folha de S.Paulo.

Com encenação de Miguel Rocha e texto de Dione Carlos, a montagem aborda a forte presença feminina no contexto do cárcere. O enredo parte da história das irmãs Maria dos Prazeres e Maria das Dores, cujas vidas são marcadas pelo encarceramento dos homens da família: primeiro, o pai; depois, o companheiro de uma; agora, o filho da outra. Dentro do presídio, o jovem Gabriel - que sonha em ser desenhista - aprende estratégias de sobrevivência para lidar com as disputas internas de poder e a falta de perspectivas inerente ao sistema carcerário. Naquele microcosmo a violência dita as regras e não poupa os considerados fracos ou rebeldes. Fora dali, em suas comunidades, as mulheres - mães, filhas, afilhadas - buscam alternativas para tentar romper os ciclos de opressão que as aprisionam em existências sem futuro.

O espetáculo mostra que os saberes ancestrais resistiram à barbárie e atravessaram os séculos nos corpos, nas vozes e nas crenças das/dos africanas/nos que, escravizados/as, fizeram a travessia do Atlântico. Iansã, Rainha Oyá, a deusa guerreira dos ventos, das tempestades e do fogo não abandonou o seu povo. Ela permanece iluminando caminhos e inspirando fabulações para que seus filhos e filhas experimentem, por fim, a liberdade.

A história das irmãs é um disparador no enredo de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos para expor o quanto é difícil se desvincular da complexa estrutura do encarceramento. Enquanto a mãe enfrenta o sistema jurídico na tentativa de libertar o filho preso injustamente, lutando pela subsistência da família e do filho, sua irmã é refém do ex-companheiro a quem deve garantir suporte no presídio, sem direito a uma nova vida conjugal. Presas a um histórico circular, elas lutam para quebrar o ciclo em um percurso espinhoso.

O espetáculo explora as ações físicas para construir um discurso poético e expressionista das relações de poder e da situação de cárcere. A música ao vivo (violino, viola, cello e percussão) potencializa esse discurso nas cenas coreografadas, que denunciam e evidenciam o cotidiano em questão. O futebol, a comida, as humilhações e a disciplina são passagens que elucidam a ambiguidade da proposta do sistema para a reabilitação daquele que infringiu as regras da sociedade. 

As apresentações e oficinas integram o projeto CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos -  Circulação, contemplado pela Lei Paulo Gustavo SP - Edital Nº 20/2023 - Difusão, que prevê circulação por 18 cidades do estado de São Paulo. As demais são: Araraquara, Campinas, Cerquilho, Itatiba, Jacareí, Limeira, Mauá, Mogi das Cruzes, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José dos Campos, Sorocaba, Tatuí, Taubaté, Vinhedo e Votorantim.

FICHA TÉCNICA - Encenação: Miguel Rocha. Assistência de direção: Davi Guimarães. Texto: Dione Carlos. Elenco: Antônio Valdevino, Dalma Régia, Davi Guimarães, Isabelle Rocha, Jefferson Matias, Jucimara Canteiro, Priscila Modesto, VitorPires e Walmir Bess. Direção musical: Renato Navarro. Assistência de direção musical: César Martini. Musicistas: Alisson Amador (percussão), Amanda Abá (violoncelo), Denise Oliveira/Renato Pereira (violino) e Jennifer Cardoso/Victoria Liz (viola). Cenografia: Eliseu Weide. Iluminação: Miguel Rocha e Toninho Rodrigues. Figurino: Samara Costa. Assistência de figurino: Clara Njambela. Costureira: Yaisa Bispo. Operação de som: Lucas Bressanin/Eduardo Gorck. Operação de luz: Nicholas Matheus. Cenotecnia: Wanderley Silva. Provocação vocal, arranjos e composição da música do ‘manifesto das mulheres’: Bel Borges. Provocação vocal, orientação em atuação-musicalidade e arranjos - percussão ‘chamado de Iansã’: Luciano Mendes de Jesus. Estudo da prática corporal e direção de movimento: Érika Moura. Provocação cênica: Bernadeth Alves, Carminda Mendes André e Maria Fernanda Vomero. Comentadores: Bruno Paes Manso e Salloma Salomão. Mesas de debates: Juliana Borges, Preta Ferreira, Roberto da Silva e Salloma Salomão, com mediação de Maria Fernanda Vomero. Orientação de dança afro: Janete Santiago. Direção de produção: Dalma Régia. Produção executiva: Leidi Araújo. Fotos: Rick Barneschi, Tiggaz e Weslei Barba. Idealização e produção: Companhia de Teatro Heliópolis. Estreia oficial: 12/03/2022.

 

Espetáculo: CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos
Com: Companhia de Teatro Heliópolis
120 min. 12 anos. Experimental. Sessões com Libras.
Ingressos: Gratuitos - Retirar 1h antes, na bilheteria do teatro.
Facebook - @companhiadeteatro.heliopolis | Instagram - @ciadeteatroheliopolis

Suzano - Dia 30 de maio de 2024 - Quinta, às 20h
Local: Teatro Municipal Dr. Armando de Ré  
Rua General Francisco Glicério, 1354. Centro - Suzano/SP.  

Oficina de Teatro - Das 14h às 16h
Inscrição: Gratuita. Faixa etária: 16 anos.

Praia Grande - Dia 01 de junho de 2024 - Sábado, às 20h
Local: Teatro Serafim Gonzalez - Palácio das Artes  
Avenida Pres. Costa e Silva, 1600 - Boqueirão. Praia Grande/SP.

Oficina de Teatro - das 14h às 16h
Inscrição: Gratuita. Faixa etária: 16 anos.Espaço: Sala de Ballet.
 

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ELIANE DE FATIMA GARCIA VERBENA E OLIVEIRA
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