22/05/2017 às 17h56min - Atualizada em 22/05/2017 às 17h56min

Michel Temer fala sobre Marcela em parte editada de gravação com Joesley

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Segundo revista, empresário decidiu cortar trecho de diálogo para se preservar, uma vez que ele também faz comentários sobre sua esposa

Um dos trechos que teriam sofrido cortes na gravação de conversa entre Michel Temer e o empresário Joesley Batista  tinha como assunto as esposas do presidente e do dono do grupo JBS. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22) pela coluna 'Radar On-Line', da revista Veja . 

De acordo com a publicação, a decisão de retirar da gravação esse trecho do diálogo partiu do próprio Joesley Batista, que pretendia "se proteger". O empresário é casado com a jornalista Ticiana Villas Boas. O teor dos comentários tecidos por ele e pelo presidente, que é casado com Marcela  Temer , é desconhecido até o momento.
O diálogo gravado por Joesley foi anexado ao inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal para investigar a conduta de Temer, bem como eventuais atos ilícitos cometidos pelo senador Aécio neves (PSDB) e pelo deputado Rocha Loures (PMDB).

Supostas edições

Uma perícia contratada pelo jornal Folha de S.Paulo , no entanto, apontou que houve diversas edições no áudio entregue pelo empresário. Segundo o perito ouvido pela reportagem do jornal, o áudio divulgado, que tem 38 de duração, corresponde a apenas um fragmento  dos 50 minutos da conversa original.

Já a rádio CBN atestou que não é possível ter havido cortes no áudio. Ao fundo da conversa entre Temer e Joesley, é possível ouvir que a programação da rádio está sintonizada em um aparelho de som. Profissionais da emissora conferiram os tempos das duas gravações e verificaram que não houve modificações. 

Neste domingo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a defesa do presidente Michel Temer encaminharam à Polícia Federal uma série de questionamentos sobre as gravações feitas por Joesley. 

Desde que o conteúdo da conversa veio à tona, Temer tem feito críticas e desqualificado as acusações. Ele negou que tenha atendido a pedidos de Joesley e disse não acreditar no que chamou de "fanfarronices" do empresário, quando este disse que buscava obstruir a Justiça. Ao pedir a continuidade das investigações, a PGR garantiu que não há "mácula que comprometa a essência do diálogo".

O ofício do Ministério Público Federal, endereçado ao delegado Josélio Azevedo de Souza, coordenador da Força Tarefa da Operação Lava Jato no STF, contém 16 perguntas a serem analisadas pela perícia técnica da PF. Entre outros pontos, elas questional o formato do áudio, eventuais interrupções e evidência de que alguns trechos foram editados.

O Supremo já determinou também a verificação técnica da gravação enviada à Corte por Joesley Batista sobre o presidente Temer.


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