29/06/2016 às 09h43min - Atualizada em 29/06/2016 às 09h43min

18º Encontro Nacional de RI discute impacto da Lava Jato na economia

IMPRENSA IBRI

Profissionais falam sobre os desdobramentos da operação e o impacto para a atividade de RI’s 

“Não se pode pensar em si próprio sem pensar no Judiciário”, destacou Joaquim Falcão, jurista, no segundo painel do 18º Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais. O evento é realizado pelo IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) e pela ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas) nos dias 28 e 29 de junho de 2016, na Fecomércio, em São Paulo. Na ocasião, Falcão mencionou a ascensão do poder Judiciário na economia e lembrou que o século passado ficou conhecido pela opção do mundo pela democracia.

“Este é o século de saber se a escolha será implementada ou não”, acrescentou. Ele acredita que os problemas que o Brasil enfrenta hoje não são exclusividades do país, ou seja, existem problemas de corrupção em ouras nações. Entretanto, ele enfatizou que o Judiciário brasileiro está funcionando. Para ele quando se fala na Operação Lava Jato o que está em jogo não é o combate à corrupção e sim o tipo de mercado que se quer: um mercado competitivo ou um mercado corrompido. Falcão acredita que o Judiciário vai ampliar sua atuação. 

O Painel 2: “Desdobramentos institucionais e o impacto na atividade de RI”, que moderado por Ricardo Rosanova Garcia, vice-presidente do IBRI e gerente de RI da Helbor, e também contou com a participação de Carlos A. Primo Braga, professor associado da Fundação Dom Cabral e professor visitante. 
“Você tem que acreditar na sua marca e na marca do seu país. Infelizmente a marca do Brasil não está boa, mas temos que lutar para melhorá-la”, chamou atenção Carlos. Em sua visão as empresas devem ter seus planos, mas é preciso ter flexibilidade para se adaptar às mudanças. Para ele a credibilidade é um aspecto fundamental, especialmente com relação à capacidade do país de mostrar que suas ações serão implementadas, principalmente as reformas fiscais. 

O Encontro Nacional é patrocinado pelas empresas: BM&FBOVESPA, Bloomberg, BNY Mellon, Bradesco, Chorus Call, Crowe Horwath, Deloitte, Diligent, Itaú Unibanco, MZ Boardvantage, RIWeb, RR Donnelley, Sabesp, Saint Paul Editora, Souza Cescon, SulAmérica, TheMediaGroup, Valor Econômico e Wittel.


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