25/08/2023 às 20h13min - Atualizada em 26/08/2023 às 00h08min

Omie se torna primeira empresa de ERP a receber aprovação para ser iniciadora de pagamentos

Autorização concedida é inédita para uma empresa do segmento de ERPs, e amplia integrações a serviços financeiros, dentro do sistema Open Finance do Banco Central

Bruna Pereira
Divulgação Omie

Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem, recebeu, recentemente, autorização do Banco Central (BC) para operar como Instituição de Pagamento (IP), na modalidade Iniciador de Transação de Pagamento (ITP). A licença possibilita a entrada da scale-up ao ecossistema do Open Finance – permite que novos recursos do sistema sejam desenvolvidos, facilitando o acesso dos clientes, com autorização prévia, a serviços financeiros em qualquer conta dos participantes do Open Finance Brasil.

Neste contexto, a Omie é a primeira empresa do segmento de gestão a entrar no Open Finance. “Iniciamos um novo capítulo na integração entre gestão online e serviços financeiros, pois acreditamos que essa convergência pode levar a plataforma de gestão a um novo patamar e melhorar ainda mais a experiência dos nossos clientes”, afirma Gabriel Siqueira, diretor de Tech Ventures da Omie.

O Open Finance é um projeto do BC que possibilita que os usuários (PFs e PJs) utilizem seus dados e serviços financeiros de maneira mais ampla e em diferentes ambientes, inclusive para obter serviços e soluções mais personalizadas. Empresas com licença ITP funcionam como agentes aptos a iniciar transações de transferências ou pagamentos sem a necessidade de acessar instituições financeiras, seja para entrada ou saída de recursos.

Inicialmente, o Open Finance disponibilizou a iniciação do Pix, mas novas funcionalidades serão agregadas no futuro com a evolução do ecossistema integrado, como novos meios de pagamento e a possibilidade de agendamentos.

Segundo o executivo, a aprovação do regulador é a primeira etapa para a empresa expandir na modalidade. “Os próximos passos são avançar nos requisitos técnicos e começar a testar as primeiras experiências com nossos clientes, como a consolidação de saldos e o reaproveitamento de dados cadastrais, e permitir a iniciação de transferências de dentro do sistema com o consentimento dos usuários. Todas essas ações já utilizando a infraestrutura do Open Finance”, diz Gabriel. Ele complementa que “as primeiras funcionalidades devem estar disponíveis até o fim do ano e já existem planos de atuar em novas modalidades”.

Com menos de 100 iniciadores cadastrados no Diretório Central do Open Finance e apenas 21 certificados e habilitados a operar, Gabriel avalia o Open Finance como um projeto de longo prazo que está apenas começando, mas permitindo inúmeras inovações. “As empresas poderão construir experiências inéditas a partir dessa infraestrutura. Nosso objetivo é nos manter na vanguarda no segmento de sistema de gestão, trazendo novas funcionalidades, antes inimagináveis neste setor”, afirma.


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