27/07/2023 às 11h20min - Atualizada em 27/07/2023 às 22h04min

Pneumologista esclarece dúvidas sobre a Pneumonia Bacteriana

Pneumologista Dr. João Carlos de Jesus explica diferenças, causas e sintomas da doença.

Via Assessoria
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Principal causa de morte entre crianças de menos de 5 anos no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a pneumonia pode ser causada por diferentes agentes, mas demanda cuidados em qualquer quadro. Uma delas é a pneumonia bacteriana, uma inflamação dos pulmões causada pela presença de bactérias, microorganismos que tentam atingir a corrente sanguínea a partir dos pulmões.

Embora muitas pessoas acreditem que a pneumonia é sinônimo de pneumonia bacteriana, na realidade existem outros tipos, como as causadas por vírus e fungos, segundo o médico pneumologista João Carlos de Jesus. "Além disso, diferentes tipos de bactérias podem causar a pneumonia bacteriana, sendo o pneumococo uma das bactérias mais comuns responsáveis por esse tipo de infecção”, explica o especialista.

As causas da pneumonia bacteriana estão relacionadas à exposição do paciente a ambientes contaminados, como hospitais, e certos grupos de risco são mais suscetíveis, como idosos que residem em instituições de longa permanência, crianças e adultos com alterações de imunidade. “Quando nós adquirimos essas bactérias e elas causam pneumonia, o médico tentará identificar, baseado no histórico do paciente, a probabilidade do paciente ter um tipo de bactéria e tentará fazer o tratamento baseado nessas informações”, destaca o Dr. João Carlos.

Os sintomas comuns da pneumonia bacteriana incluem tosse, febre, dor torácica, falta de ar e cansaço. Algumas bactérias podem causar sintomas adicionais, como dor alta próxima ao pescoço, náuseas e vômitos. “O diagnóstico é feito pela avaliação do médico, que vai analisar os sintomas, a duração das queixas, e vai buscar apoio em alguns exames. O exame mais comum é o raio-x de tórax. Atualmente também tem crescido o uso da tomografia e exames laboratoriais que ajudam a identificar o perfil de inflamação”, esclarece o pneumologista.

O tratamento da pneumonia bacteriana envolve o uso de antibióticos. O início rápido do tratamento é fundamental para evitar complicações graves. Pneumonias leves podem ser tratadas em casa com antibióticos orais, repouso e hidratação adequada. Já casos mais graves, com dificuldade respiratória e febre elevada, requerem internação e uso de antibióticos intravenosos, podendo exigir cuidados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em idosos, é comum o desenvolvimento de insuficiência renal, necessitando de suporte adicional de um nefrologista durante a internação.

O pneumologista reforça a importância de começar o tratamento tão logo feito o diagnóstico. “Algumas complicações que podem ocorrer geralmente vem pela demora do início do tratamento. Por exemplo, o desenvolvimento de sepse, que é quando há sinais de infecção generalizada, o que aumenta muito a gravidade. A formação de abscessos pulmonares, quando há uma destruição do tecido pulmonar e é substituído por secreção purulenta. Pode ocorrer também o acúmulo de água nos pulmões, nós chamamos de derrame pleural, e isso é uma complicação que pode ser necessário abordagem cirúrgica, para que o tratamento seja feito de forma adequada com a drenagem desse líquido”, alerta o especialista Dr. João Carlos de Jesus.

A prevenção da pneumonia bacteriana é possível através da vacinação. Existem vacinas eficazes que protegem contra essa infecção, como as pneumo 2013 e pneumo 13. “E muitas das infecções bacterianas também podem começar por uma infecção viral. Então é sempre importante lembrar que vale a pena se vacinar contra a gripe, contra a covid”, orienta.

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