24/07/2023 às 14h49min - Atualizada em 24/07/2023 às 16h06min

A fintechzação das empresas como diferencial competitivo

Como a adoção de soluções fintech pode impulsionar a agilidade, eficiência e acesso a serviços financeiros inovadores em meio à transformação digital

Ronaldo Oliveira
Por Ronaldo Oliveira*

A tecnologia tem desempenhado um papel cada vez mais importante na transformação digital das empresas, e um dos setores que tem se destacado nesse processo é o financeiro. O surgimento das fintechs, startups que oferecem serviços financeiros inovadores através do uso de métodos avançados, tem revolucionado a forma como as empresas gerenciam suas finanças, proporcionando vantagens competitivas significativas.

De acordo com um estudo recente da RadarFintechLab, o Brasil já possui mais de 600 iniciativas de fintech. Além disso, outro levantamento revelou que as empresas que adotaram soluções fintech conseguiram reduzir seus custos operacionais em média de 20% a 30%. Esses dados demonstram claramente o impacto positivo da fintechzação no desempenho financeiro e na eficiência das empresas.

Agilidade e eficiência nos processos financeiros

Um dos principais benefícios da fintechzação é a capacidade de otimizar os processos financeiros das empresas. Por conceito, o movimento se baseia na ideia de que as empresas podem manter seu core business, sua atividade essencial, enquanto acrescentam soluções tecnológicas em serviços financeiros. Essa abordagem permite oferecer valor agregado aos clientes e expandir as oportunidades de negócio, vindo na forma de embedded finance e/ou embedded lending.

O Embedded Finance refere-se à integração de serviços financeiros e de pagamento diretamente em produtos ou serviços oferecidos por uma empresa, como o pix automático, iniciação de pagamento, split de pagamento, entre outras soluções. Essa abordagem visa simplificar a experiência do cliente ao eliminar obstáculos e fricções no processo de transações financeiras. Ao incorporar funcionalidades diretamente no contexto em que os clientes já estão engajados, como aplicativos de compras ou plataformas de serviços, o Embedded Finance torna as transações mais convenientes e eficientes.

Já o Embedded Lending, por sua vez, diz respeito à oferta de empréstimos e financiamentos por empresas que não são instituições financeiras. Na prática, uma plataforma de marketplace pode disponibilizar crédito aos seus vendedores para ajudá-los a expandir seus negócios e também fazer o crediário dos clientes com capital próprio, montando seu próprio "buy now, pay later". Essa abordagem fortalece o relacionamento entre a empresa e seus parceiros comerciais, além de criar oportunidades de crescimento mútuo.

Acesso a serviços financeiros: quem pode ter acesso a fintechzação?

Outro aspecto importante da fintechzação é o acesso a serviços financeiros inovadores que anteriormente estavam disponíveis apenas para grandes corporações ou instituições financeiras tradicionais, como a bancarização empresarial. Nesse conceito, as empresas assumem o papel de serem os próprios bancos, oferecendo uma ampla gama de serviços financeiros diretamente para seus ecossistemas de clientes.

Isso inclui a provisão de crédito de forma ágil e simplificada, permitindo que pequenas e médias empresas tenham acesso a recursos financeiros que impulsionam seu crescimento e desenvolvimento. Além disso, as empresas que adotam esse modelo podem abrir contas bancárias para seus clientes, facilitando a gestão financeira e fornecendo uma plataforma centralizada para diversas operações, como pagamentos, recebimentos e investimentos.

Não sendo exclusiva de um setor específico, diversos segmentos podem se beneficiar da incorporação de soluções financeiras tecnológicas em seus modelos de negócio. Desde empresas de varejo, serviços financeiros tradicionais e telecomunicações até empresas de saúde, educação e mobilidade, todas têm a oportunidade de explorá-la como diferencial competitivo.

De acordo com a a16z, cerca de 2 mil fintechs foram lançadas em um curto período de tempo. O mesmo artigo nos faz refletir que, uma boa parte dessa movimentação surge pelo descontentamento das empresas com seus bancos, e pela escolha das companhias em chegar “como serviço” à estrutura bancária.

O primeiro passo para entrar na fintechzação é identificar as necessidades dos clientes e entender como as soluções tecnológicas podem agregar valor ao negócio. Em seguida, é importante buscar parcerias estratégicas com fintechs ou desenvolver internamente as competências necessárias para oferecer esses serviços. É uma tendência que veio para ficar, e as empresas que a abraçam têm maiores chances de se destacar e prosperar em um ambiente empresarial cada vez mais digital e conectado.

*Ronaldo Oliveira é Founder e CEO da Giro.Tech.


Sobre a Giro.Tech:

A Giro.Tech é uma empresa especializada em transformar startups e empresas não financeiras em fintechs de crédito. Com uma equipe altamente capacitada em conhecimentos financeiros e tecnológicos, a Giro.Tech oferece soluções personalizadas e inovadoras para apoiar empresas a criar suas próprias operações de crédito e se transformarem nos bancos do futuro. Com mais de R$50 milhões processados mensalmente em suas operações de crédito e mais de 25 emissões em securitização, a empresa está comprometida em impulsionar a transformação financeira e ajudar seus clientes a se fintechzarem, removendo barreiras de tecnologia e licenças financeiras. Saiba mais em: https://giro.tech/
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