04/02/2016 às 09h55min - Atualizada em 04/02/2016 às 09h55min

Objetos conectados e segurança: hackers na sua área de serviço?

Hackers ameaçam a Internet das Coisas

João Soares
Divulgação

Ondrej Vlcek

Ondrej Vlcek

A Internet das Coisas (IoT) tem sido, nos últimos anos, uma indústria crescente – e tudo indica que sua expansão continuará: o IDC prevê que o número de objetos conectados no mundo inteiro chegará a 50 bilhões em 2020, ultrapassando o número de PCs, tablets e smartphones juntos. Tanta notoriedade da IoT deve-se parcialmente ao fato de que ela facilita o dia-a-dia, permitindo que se façam monitoramentos e que se executem muitas tarefas remotamente e em tempo real. 

No entanto, um grande número de pessoas que aderiram aos objetos conectados se esquecem de que 90% deles coletam dados pessoais, segundo um estudo da IoT Research. As pessoas que sabem disso tendem a pensar que sua informação está apropriadamente protegida, ainda que a proteção desses objetos conectados ainda seja muito baixa comparada à de outros dispositivos: uma pesquisa da Capgemini mostrou que somente 48% das empresas fazem a segurança de seus produtos relacionados à IoT desde os estágios iniciais de desenvolvimento. 

Assim, embora os dispositivos conectados tenham revolucionado o relacionamento entre os usuários e a tecnologia, eles são uma verdadeira mina de ouro para os hackers, que podem se utilizar de dados pessoais e confidenciais para fins maliciosos. 

Ondrej Vlcek, Chief Operating Officer da Avast, comenta: 

“A IoT vai inexoravelmente mudar o nosso dia-a-dia, tornando-nos mais eficientes, aperfeiçoando a nossa qualidade de vida e economizando um tempo considerável tanto para pessoas quanto para empresas. Ainda que os objetos conectados estejam cada vez mais presentes e mais numerosos em nosso dia-a-dia, a maioria das empresas e engenheiros realmente não leva em conta o aspecto segurança, de modo que os dados são transmitidos na maioria das vezes sem criptografia, permitindo que os hackers interceptem o tráfego e acessem esses dados com facilidade”. 

“Pior ainda, a presença da Internet das Coisas em nossos ambientes mais privados proporciona mais possibilidades de que os criminosos literalmente entrem nas nossas casas por meio das nossas redes domésticas. Durante anos, os hackers tentaram se infiltrar nos PCs para conseguir dados dos usuários, tais como informações bancárias, ou transformaram esses PCs em nós de redes destinadas a enviar Spam ou lançar ataques DoS. Do mesmo modo, os hackers já começaram a transformar os dispositivos conectados das casas em máquinas ‘zumbis’ para coleta de dados. Na verdade, atualmente os ataques estão cada vez mais baseados em engenharia social, adotando sofisticados métodos destinados a fisgar o usuário, fazendo com que ele instale malware ou modifique parâmetros que ele não conhece nem compreende.” 

“Nesse contexto, é de responsabilidade dos fabricantes de dispositivos conectados o aprimoramento da segurança de seus produtos, para efetivamente proteger os dados de seus clientes, como também a educação dos consumidores sobre a importância de protegerem suas informações pessoais, de modo que sejam mais atentos no uso desses dispositivos.” 

“Para proteger a privacidade, precisamos primeiro proteger as redes e as comunicações, seguindo algumas regras simples e eficientes como por exemplo instalar soluções de segurança que automaticamente monitoram nossa rede e nos avisam quando detectam uma falha ou um ataque a um dispositivo conectado; isso pode evitar que você acorde à noite porque alguém do outro lado do mundo invadiu sua rede e colocou em funcionamento sua máquina de lavar roupas ou disparo um sprinkler, inundando sua casa sem nenhum incêndio à vista! Finalmente, é crucial utilizar uma senha (se possível bem complexa) para cada serviço ou website, e ficar de olho aberto com as redes wifi públicas”.


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »