10/06/2013 às 15h08min - Atualizada em 10/06/2013 às 15h08min

Ministério Público do Trabalho lança campanha contra exploração do trabalho infantil

Para apoiar a campanha você pode utilizar os anúncios em sites, redes sociais, rádios ou emissoras de TV.

Ministério Público do Trabalho em São Paulo/2ª Região

Trabalho infantil não é legal. Este é o tema da campanha educativa lançada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) às vésperas do Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, 12 de junho. A campanha foi desenvolvida pela Agencia Criare, de Campina Grande – PB, e conta com portfólio diversificado que atende a todas as mídias: TV, Rádio, revista, jornal, outdoor, busdoor, cartaz e site. Também estão disponíveis artes para camisetas e adesivos.

A campanha foi possível graças à verba de reversão de multas de empresas por descumprimento de termos de ajustamento de conduta firmados com o MPT. A veiculação é feita com a ajuda de parceiros.

Não compre é o apelo principal dos anúncios que abordam quatro situações de trabalho infantil nas ruas. Cada situação também possui uma frase-tema que tem o intuito de conscientizar a população quanto às responsabilidades de cada um no que diz respeito à exploração de crianças e adolescentes. (Você compra doces, ela vende a infância / Para você sapato limpo, para ele um futuro sem brilho / Para você diversão, para ele exploração / Você enxerga o caminho, ele não vê um futuro). Muitas vezes, em uma situação do cotidiano, com a intenção de ajudar, alguém acaba financiando o crime sem se dar conta.

No Brasil, de acordo com dados comparativos do IBGE Censo de 2000 e de 2010, o índice do trabalho infantil (crianças entre 10 e 14 anos) diminuiu muito pouco: de 6,55 em 2000 para 6,22% em 2010. No estado de São Paulo, 10,4% das crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos trabalham.

O que é considerado trabalho infantil

Trabalho infantil é toda prestação de serviço por menores de 16 anos em qualquer lugar, inclusive dentro das residências. Após esta idade, a legislação brasileira aceita que a criança participe de programas de formação profissional, um trabalho associado às atividades na escola.

Segundo a procuradora chefe do MPT em São Paulo, Ana Elisa Alves Brito Segatti, para combater o trabalho infantil é necessário haver uma mudança de comportamento de toda a sociedade. “As crianças que trabalham são privadas da formação escolar, do desenvolvimento saudável e da cidadania. Nossa campanha propõe uma reflexão da sociedade sobre seu papel na perpetuação dessa situação”, explica Ana Elisa.

 

Veja o filme aqui:

 


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