25/10/2012 às 00h14min - Atualizada em 25/10/2012 às 00h14min

Mercedes-Benz Grand Challenge: Michelle de Jesus e Sergio Martinez levam Outubro Rosa ao Velopark

Dupla da equipe Pink Energy adere à campanha de combate ao câncer de mama

Central Press

O Brasil se mobilizou e a campanha Outubro Rosa está movimentando milhares de pessoas e instituições neste mês. Não poderia ser diferente com Michelle de Jesus e Sergio Martinez, que pilotam o único carro cor-de-rosa do grid do Mercedes-Benz Grand Challenge. A dupla do bólido rosa e negro, que atrai olhares em todos os autódromos nos quais compete, vai promover diversas ações de combate ao câncer de mama neste fim-de-semana (27 e 28) no Velopark. O palco da quinta etapa da competição fica em Nova Santa Rita (RS), cidade localizada a cerca de 30 quilômetros de Porto Alegre.

Os pilotos da Pink Energy vão estampar a logomarca da campanha Outubro Rosa no carro #73, além de distribuir, durante a visitação aos boxes no domingo (28), fitas cor-de-rosa para os torcedores prenderem à roupa e um folheto explicativo sobre a doença que atinge mais de 50 mil pessoas por ano. A iniciativa conta com o apoio da Rede de Hospitais VITA.

De acordo com Michelle, a ação vem ao encontro de uma das missões dela no automobilismo. "O câncer de mama é um problema sério, que provoca a morte de mais de dez mil mulheres por ano. Não podemos ficar indiferentes a isso. Já temos um projeto social pronto para ser iniciado, com foco total na saúde das mulheres. Esta ação do Outubro Rosa será a primeira de muitas que faremos", adianta a única mulher do grid do Mercedes-Benz Grand Challenge.

Embalada pelo pódio que conquistou na última etapa, disputada no Rio de Janeiro, a paulista está ansiosa para estrear no Velopark. "Nesses dois meses de intervalo treinei de kart, para não perder o ritmo e os reflexos, e no simulador, para pegar a mão do traçado, já que nunca guiei nesse circuito. Apesar de ser uma pista nova para mim, estou confiante em mais um bom resultado", destaca.

Sergio, que subiu ao pódio nas duas últimas etapas, também fará sua estreia oficial no circuito gaúcho. "Já tive a chance de guiar outros tipos de carro no Velopark. Mas com a Mercedes será a primeira vez. Tenho certeza que será divertido porque, apesar de curto, esse é um traçado bem ‘manhoso’. A intenção é avançar um pouco mais e buscar nossa primeira vitória", revela.


SOBRE A EQUIPE
A Pink Energy tem patrocínio de Eletro RMC, Netter, Jatinox, RUDC Bombas, CrossFox Distribuidora de Materiais Elétricos e Rádio Transamérica. Mais informações sobre os pilotos nos sites www.michellej.com.br e http://www.facebook.com/pages/Sergio-Martinez/164974160250871.


SOBRE O OUTUBRO ROSA
O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades.
Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referentes ao câncer de mama. Posteriormente, com a aprovação do Congresso Americano, outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.
A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno de tão nobre causa. Isso faz com que a iluminação rosa assuma importante papel, pois se tornou uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar do mundo.
A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP.
Em outubro de 2008, diversas entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em suas respectivas cidades. Aos poucos, o Brasil foi ficando iluminado de rosa em São Paulo-SP, Santos-SP, Rio de Janeiro-RJ, Porto Alegre-RS, Brasília-DF, Salvador-BA, Teresina-PI e outras cidades.
A iniciativa tomou ainda mais corpo no Brasil quando a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro-RJ, ficou iluminada de rosa em outubro de 2008.


SOBRE O CANCER DE MAMA

Mobilização e conscientização das mulheres para a detecção precoce do câncer de mama é o objetivo principal do Outubro Rosa, ação que está movimentando órgãos públicos e privados e profissionais da área de oncologia do País. Realização de iniciativas e campanhas marcam este mês, visando ampliar significativamente o número de mulheres que buscam a prevenção da doença e, ao mesmo tempo, reduzir o índice de mortalidade feminina por causa do problema.

O câncer de mama está entre os tipos mais frequentes no mundo, e é a maior causa da mortalidade feminina. De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar este ano 11 mil mortes por causa da doença e 52 mil novos casos devem ser diagnosticados. Estimativas também apontam que uma em cada oito mulheres desenvolverá câncer de mama ao longo da vida e que a incidência duplica a cada 10 anos até a menopausa. As taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no País, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados.

A médica Danila Hubie, mastologista do Hospital VITA Curitiba, observa que um fator muito importante também deve ser considerado quando o assunto é prevenção do câncer de mama. A maioria das mulheres procura apenas o profissional de ginecologia para fazer os exames preventivos. "É de fundamental relevância que a mulher faça o autoexame no seio. De acordo com ela, a realização do autoexame deve integrar sempre e com expressão um programa de conscientização sobre a prevenção da doença.

Autoexame - Recomenda-se que o autoexame seja realizado por todas as mulheres a partir dos 20 anos de idade. "A periodicidade deve ser mensal - quatro a seis dias após o término do fluxo menstrual. Para mulheres que não menstruam, o autoexame deve ser feito num mesmo dia de cada mês", orienta a mastologista. O exame físico, como forma de prevenção também é importante, e deve ser realizado por profissional treinado a cada seis meses. "Esse exame pode detectar nódulos com até 1 cm de diâmetro ou alterações cutâneas sutis. Com o diagnóstico clínico, o tratamento rápido impede a progressão para as formas avançadas da doença, com aumento expressivo da sobrevida", ressalta a mastologista.

O aparecimento de nódulo no seio, geralmente indolor, duro e irregular, é um dos primeiros sintomas que deve ser considerado. A mulher deve procurar imediatamente um médico e fazer os exames específicos, alerta Danila. Outros sintomas também devem servir de alerta: edema cutâneo, retração cutânea, dor, inversão do mamilo, descamação ou ulceração do mamilo, secreção papilar. Pode também surgir gânglios palpáveis na axila.

Hábitos saudáveis - Danila também lembra que estudos sugerem que hábitos de vida saudáveis, com a prática de exercícios físicos regulares, prevenção ao tabagismo, alcoolismo e obesidade diminuem o risco da doença.
De acordo com a mastologista, além dos aspectos relacionados à idade, hábitos alimentares e de vida, fatores hormonais e genéticos são listados como itens que ampliam o risco do aparecimento do câncer de mama. "Possuem risco aumentado as mulheres com menarca (primeira menstruação) menor que 12 anos, menopausa após os 50 anos e terapia de reposição hormonal pós-menopausa prolongada", cita Danila. Completando as informações da médica, o ginecologista e mastologista Plínio Gasperin Junior, do Hospital VITA Batel, aponta que existem fatores que protegem a mama: ginástica aeróbica e a redução do consumo de gordura animal.

Segundo ele, o primeiro filho em idade tardia - a partir dos 35 anos - é um fator ruim, porque aumenta o risco para câncer de mama. Na lista de fatores de risco ainda carga genética, falta de exercícios físicos, depressão. "Num total de 100% dos cânceres de mama, a grande maioria é esporádico, que ocorre de forma aleatória. Uma parte menor é de origem familiar e, em torno de 5%, são genéticos, vinculados a genes específicos. Esses fatores genéticos aumentam o risco de 60 a 80% a probabilidade de um câncer de mama", calcula o mastologista.

O especialista alerta que mesmo que a mulher não apresente nenhum sintoma ou risco conhecido deve procurar seu médico para fazer o exame de rastreamento habitual e mamográfico. A realização da mamografia, a partir dos 35 anos, em intervalos regulares é o melhor método disponível para diagnóstico precoce do câncer de mama e que tem resultados positivos na redução da mortalidade. "A detecção do câncer de mama em um estágio sub-clínico permite um tratamento mais adequado, determinando melhor qualidade de vida, com menos mutilação e, em muitos casos cura da doença, que pode chegar a 95% em cinco anos", observa.

Quando fazer mamografia - Em relação à data adequada para a realização da mamografia, a maioria das sociedades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Mastologia e o Colégio Brasileiro de Radiologia, recomenda o rastreamento mamográfico anual a partir dos 40 anos.

Quanto ao tratamento do câncer de mama, os mastologistas do Hospital VITA informam que cada vez mais se procura fazer a conservação da mama e da axila, por isso, hoje se usa a remoção da lesão com margem mínima do tecido mamário e da axila. "Com as margens livres, se faz uma correção plástica interna e deixa-se a mama, acompanhando na radioterapia. A eficácia é similar ao tratamento antigo, com grandes sequelas nas mulheres. Esse tratamento é menos agressivo física e psicologicamente", destacam.


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