17/10/2012 às 12h26min - Atualizada em 17/10/2012 às 12h26min

Dr. Eliseo Joji Sekiya, pesquisador da USP, membro da Sociedade Internacional de Terapia Celular e consultor científico da CordCell, fala sobre o Premio Nobel de Medicina

Atualmente, milhares de pessoas tem se beneficiado por meio de inúmeros tratamentos com células-tronco. No Brasil 51% dos transplantes de Medula Óssea utilizam as células-tronco do sangue de cordão umbilical, segundo dados do Inca.

Andrea Feliconio

A ciência tem trazido novas alternativas de tratamento, porém se os pacientes não tiverem as células-tronco armazenadas, não poderão se beneficiar desses novos recursos, já a fonte do sucesso desses tratamentos são as células-tronco.

Isso só demonstra e atesta a importância do armazenamento das células-tronco do cordão umbilical, pois elas são utilizadas no tratamento em todo o mundo de mais de 100 doenças do sangue como as leucemias, linfomas e as anemias severas, além de mais de 200 estudos clínicos (uso em humanos) em doenças degenerativas (infarto agudo do miocárdio, epilepsia, enfisema pulmonar) com células mesenquimais e hematopeieticas, provindas das células tronco do cordão possibilitarão inúmeros tratamentos.

De acordo com dr. Eliseo, da CordCell, o Prêmio Nobel de Medicina de 2012 oferecido aos pesquisadores de células-tronco Dr. John B. Gurdon e Dr. Shinya Yamanaka representa um importante reconhecimento pela descoberta de que células adultas podem ser "reprogramadas" geneticamente para se tornar imaturas e pluripotentes, ou seja, capazes de se especializar em qualquer órgão ou tecido corporal – como nervos, músculos, ossos e pele.
O desenvolvimento destas células que receberam o nome de Células de Pluripotência induzidas (iPS ou iPSC) abre a possibilidade de avançar nos estudos em Medicina Regenerativa visando oferecer tratamento para inúmeras doenças.
No ano passado um interessante trabalho apresentado por outro pesquisador durante o 9º Simpósio Internacional de Transplante de Sangue de Cordão Umbilical, o Dr. Hal Broxmeyer da Universidade de Indiana nos EUA demonstrou que células-tronco do sangue de cordão umbilical congeladas há mais de 23 anos pr eservam a capacidade de serem reprogramadas gerando células-tronco de pluripotência induzida – iPS.
Na medida em que avançam as pesquisas com iPS,  as descobertas acima não deixam dúvidas de que quando for viável o uso em tratamentos, as células-tronco obtidas do sangue de cordão umbilical da própria criança serão importante fonte de matéria prima para obtenção destas células. A grande vantagem é que não causam rejeição nos pacientes porque são da própria pessoa, o que facilitará a reconstrução de órgãos e tecidos.
Dr. Elíseo Joji Sekiya.

Sobre a CordCell:

Pioneira no Brasil na coleta, armazenamento e pesquisas visando o uso
terapêutico das células-tronco do cordão umbilical, a CordCell está
inserida em um conceituado grupo médico com 40 anos de história e que oferece assistência integral em onco-hematologia, oncologia clínica e terapia celular.
Por não terceirizar nenhuma etapa do processo, possui um completo e moderno centro tecnológico, onde são desenvolvidas técnicas de expansão das células-tronco e busca de novas aplicações. O alto investimento em tecnologia, pesquisas e capacitação profissional faz da CordCell um dos maiores polos de
biotecnologia do mundo e o centro de terapia celular mais completo e
qualificado do país. www.cordcell.com.br http://www.cordcell.com.br


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