19/11/2015 às 11h22min - Atualizada em 19/11/2015 às 11h22min

Formação de profissionais para o setor metroferroviário requer ação de universidades, indústrias e operadoras

IMPRENSA AEAMESP

A adequada formação de profissionais para o setor metroferroviário exige a atuação integrada de universidades, indústrias e operadoras. As colocações são do presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô - AEAMESP, Emiliano Stanislau Affonso Neto, em palestra “O profissional de engenharia no setor metroferroviário, realizada no dia 5 de novembro, durante o painel Fórum de Carreiras, realizado em paralelo à 18ª NT Expo - Negócios nos Trilhos e que teve como tema geral “Como vencer os desafios do profissional de engenharia no setor metroferroviário”.

Durante a apresentação, o presidente da AEAMESP destacou inicialmente, que no processo de crescimento das cidades houve prioridade para o transporte individual, com consequências que podem ser observadas atualmente de maneira dramática: congestionamentos, estresse, consumo exagerado de combustíveis fósseis, poluição atmosférica e sonora, entre outras externalidades negativas.

“Chegamos ao Século 21 com uma certeza: não há solução para a mobilidade baseada no transporte individual. Temos que mudar”, afirmou com uma indagação, que qualificou como central para encontrar uma saída para a situação vivida pelas cidades brasileiras: “Nós nos preparamos para mudar?”

Segundo Affonso, a resposta à indagação tem sido em diferentes aspectos negativa. Ele elencou os pontos problemáticos referentes à não implementação de mudanças de um modelo de mobilidade centrado nos automóveis para um com base no transporte público, com forte presença do setor metroferroviário: “Os investimentos são descontinuados, as exigências crescem em progressão geométrica, mas faltam recursos e não formamos quadros técnicos suficientes“, disse.

“Além disso, não temos nos preocupado em reter tecnologia e nem fazer o repasse desse conhecimento tecnológico para novos profissionais. Nesse aspecto, o Metrô de São Paulo tem sido uma das exceções”, pontuou.
Para Affonso profissional para atender o setor metroferroviário precisa entender de mobilidade e de seus modais, deve ter amplitude horizontal e profundidade vertical e ter resiliência, ou seja, ostentar capacidade de superar desafios e adversidades. Precisa ter condição de desenvolver relacionamento com os superiores e com os subordinados e saber trabalhar em equipe.

O profissional também ter conhecimentos múltiplos e imbricados, e reunir condições de conectar compradores e fornecedores, oferecendo soluções e inovações em tecnologia, processos, produtos e serviços apoiando o desenvolvimento da indústria da mobilidade urbana sobre trilhos e de transporte de cargas.

Para que esse profissional seja adequadamente preparado, Affonso diz ser necessário que se estabeleça o que chamou de “tríplice aliança”, ou seja, a atuação conjunta da universidade, da Indústria e seus órgãos – incluindo, naturalmente, o serviço de formação profissional, e os operadores metroferroviários e suas universidades corporativas. “Para que tenha êxito e se perpetue e se mantenha atualizada, essa tríplice aliança deve ser constante, equilibrada e harmônica”.

Participaram também do painel André de Oliveira Ferragut, chefe das áreas de Engenharia e Supply Chain, da empresa Hays, dedicada à recrutamento e seleção especializados em vagas de média e alta gerência; Carolina Cabral, gerente da Divisão de Engenharia da empresa Robert Half; igualmente voltada para recrutamentos especializados; Ricardo Terra, diretor técnico do Departamento Regional de São Paulo, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, que anunciou em sua apresentação a preparação de um curso para o setor metroferroviário, com apoio da empresa ferroviária alemã Deutsche Bahn (DB); e Fernando de Bueno Fernandes, assessor da diretoria executiva nacional do– Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte - SEST/SENAT.


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