27/09/2012 às 09h14min - Atualizada em 27/09/2012 às 09h14min

Cecília Cultural apresenta série inédita de ilustrações e fotografias de Robinson Machado na mostra De Efeito Humano

Abertura da exposição residente do mês de outubro acontece dia 29 de setembro (sábado), com a festa “Trêspraum” - música, gastronomia e artes visuais

Arte poptic

São Paulo, 25 de setembro de 2012 – O artista plástico paulistano Robinson Machado, que criou o Poptic – mistura inédita das estéticas da Pop e da Op artes em um único projeto artístico – vai expor uma centena de fotografias inéditas durante exposição no Cecília Cultural, espaço multicultural underground que fica no bairro de Santa Cecília, no centro de São Paulo, com abertura no dia 29 de setembro (sábado).

 

A exposição “De efeito humano” apresenta também obras da série Poptic, que destacou o artista no circuito paulista pela inovação e uso de plataformas tecnológicas, além de uma série de ilustrações inéditas. Outra série inédita de colagens feitas a partir de fotografias analógicas do próprio autor fará parte da mostra. Serão quase 150 obras de diversas linguagens, mas com total integração estética e conceitual.

 

A abertura da exposição para convidados acontece dia 29 de setembro, a partir das 16h. Na sequência, a festa mensal da Cecília Cultural, Trêspraum, com apresentação da banda Chimpanzé Club Trio, um power trio de rock instrumental improvisado que incorpora elementos de funk, jazz e reggae, e do DJ Calota, tocando os melhores vinis de “northern soul”.

 

Para degustar, hot-dogs artesanais preparados pelo chef Marcus Santander na churrasqueira, e de sobremesa o bolo pop “Red Velvet”. Tudo isso regado a chopp Heineken. O evento ocorre das 18h às 22h e a entrada custa R$ 10 ou R$ 25 com chopp à vontade.

 

Serviço:

Exposição: “De Efeito Humano”

Artista: Robinson Machado

Abertura: 29 de setembro (sábado), às 16h

Mostra: TODAS AS SEXTAS-FEIRAS, das 18h às 22h, até o dia 26 de outubro

Local: Associação Cultural Cecília – Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília, São Paulo-SP

Mais informações:

www.cecilia.org.br

http://poptic.wordpress.com/

http://www.facebook.com/pages/Poptic/130985437001123

 

Colagens – Serão 15 quadros que decompõem o passado recente do artista plástico, por meio de mosaicos de fotografias feitas quando utilizava equipamento analógico. O resultado é um incômodo e confuso recorte de sua trajetória de formação como jornalista.

Ilustrações – Caneta e papel. Em meio a tantos recursos tecnológicos em suas próprias obras, o artista revisita sua infância e apresenta em exposição pela primeira vez 13 de seus desenhos, com elementos, imagens e referências intrínsecas à sua psique. As famigeradas ilusões visuais e figuras pop também estão presentes nessa série.

Poptic – Pela primeira vez, um artista fundiu de maneira deliberada as estéticas e o discurso de duas frentes artísticas importantes da década de 1960 em diante: a pop art e a op art, criando assim uma “terceira” vertente. Nasceu das mãos de Robinson Machado o Poptic, que se inspirou nas cores da pop e nas ilusões da op para criar obras que se movimentam de acordo com a posição do espectador.

Fotografias – As fotografias “puras” serão exibidas em monóculos – pequenas caixinhas com lentes de aumento para observar fotografias em cromo, muito comum no século XX. A ideia, segundo o artista, é dar a escolha da observação ao espectador, em um mundo em que o bombardeio de imagens vem de todos os lados. Para evidenciar isso, por meio de um paradoxo conceitual, Machado também apresenta as imagens em projeções nas duas áreas de exposição do Cecília. Ilusões ópticas, geometrização e composições estéticas pouco usuais são marcantes no conjunto de imagens, que acabam transmitindo claramente a interferência urbana no aspecto humano, mais do que a própria ação do homem em seu ambiente. O resultado da série é uma melancolia velada, até mesmo onde há cores vivas e sutis questões políticas.

Em uma época cada vez mais tecnológica, em que todos podem facilmente registrar imagens a qualquer momento, Robinson Machado nega ser classificado como fotógrafo. Para ele, o recurso é apenas uma ferramenta, presente com intensidade de duas maneiras em sua obra: como exercício estético e como objeto prático. O artista afirma estar desprendido de quaisquer exigências técnicas e de atender eventuais necessidades de consagração dessa categoria.

Suas ilustrações, peças digitais e toda a reconstrução da realidade por meio de colagens, misturas e plataformas diversas revelam a fotografia como sustentação básica. O uso de técnicas avançadas de composição pictórica, integrando linguagens, épocas e um discurso duro e atual – que viabilizou todo o ineditismo da fusão das artes pop e op – só se tornou possível com a fotografia.

A fotografia como um dos elementos principais do projeto Poptic gerou um conjunto de imagens que, ao longo do tempo, foi capaz de demonstrar de maneira crua a visão do artista plástico sobre o mundo e sobre si mesmo. Mais do que isso, a incansável captação de imagens realizada ao longo de anos por Robinson Machado (do analógico ao digital), que claramente busca a geometrização sem a perda do fator humano, se configura hoje em uma preciosa obra de arte em si.

O artista parece tentar mostrar que é preciso observar mais o que, para a maioria, parece trivial. Muito além disso, suas fotos demonstram uma boa técnica, inovação artística e, ironicamente, são capazes de agradar o mercado cada vez mais seletivo e combativo da democratização da fotografia.

No meio de todo o excesso visual contemporâneo, da obsolescência programada do saber, da democratização da produção fotográfica e da própria negação do se entender como fotógrafo, Robinson Machado resgata o silêncio do seu processo artístico e apresenta 100 imagens que trazem a essência do seu primeiro olhar sobre as coisas. Ou, melhor dizendo, seu olhar antes de interferir e interpretar os próprios registros do que ele entende como realidade.


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