15/02/2023 às 17h58min - Atualizada em 16/02/2023 às 00h00min

O papel do ATM na era omnichannel

Por Matheus Neto, Gerente de Soluções de Hardware da Diebold Nixdorf

SALA DA NOTÍCIA PLANIN
Neste momento em que empresas dos mais diversos segmentos enfrentam a pressão por gerar experiências cada vez mais integradas e personalizadas, é bastante comum ver esforços mirando às soluções digitais como o grande foco dos esforços corporativos. A realidade, porém, nem sempre acompanha a tendência 100% virtual. Ao contrário, o ambiente físico tem se mostrado imensamente importante para os negócios. Esse é o caso do setor bancário: apesar da crescente força das contas digitais, pesquisas seguem ressaltando a presença dos caixas eletrônicos como uma das principais fontes de acesso a dinheiro e informações bancárias dos brasileiros.  

A explicação para esse efeito faz sentido quando pensamos na lógica do omnichannel. Afinal de contas, se a meta é oferecer atendimento integrado e multicanal, parece ser bastante oportuno dizer que o caixa eletrônico continua a ser um ponto de contato útil e relevante para a população, não apenas dos clientes desbancarizados, como também de consumidores que usam o digital, mas querem serviços – ou dinheiro em espécie – para seu dia a dia. Na era da automação inteligente, os caixas eletrônicos surgem como agências completas, com a possibilidade de autoatendimento e a experiência física à distância de alguns toques. 

A questão, portanto, não é pensar de maneira excludente, tendo de escolher entre ATMs e Aplicativos. Ao contrário, é a união e a conjunção dessas ferramentas que tornarão a experiência dos consumidores mais completa, segura, ampla e efetiva. É fato que os clientes confiam cada vez mais na tecnologia e a integram em diferentes aspectos das suas vidas, inclusive quando se trata suas transações financeiras. Há, paralelo a isso, um movimento grande das pessoas rumo ao autoatendimento, com soluções de automação ganhando espaço desde redes de fast food até hipermercados e lojas de departamento e postos de gasolina, entre outros. 

Estes cenários não são diferentes do mercado de bancos e financeiras. No último ano, houve um aumento de 25% de instalações de terminais de autoatendimento no Brasil, mesmo ano em que vimos o desenvolvimento do PIX. E o que isso demonstra? Basicamente, que as organizações podem aproveitar essa oportunidade e utilizar os terminais como solução integradas – e, assim, caminhar para a era omnichannel verdadeiro  

Neste contexto, as empresas podem agregar o uso do equipamento em sua estratégia de integração multicanal ao incluir os caixas eletrônicos com serviços exclusivos, aproveitando sua acessibilidade, inclusive em estabelecimentos comerciais, como supermercados e lojas de conveniência. Com funcionalidades inovadoras e avançadas, o caixa eletrônico pode ser um ponto de contato inestimável para instituições financeiras e seus clientes bancários que utilizam aplicativos móveis, mas que precisam sacar "dinheiro vivo" em algum momento, algo que não é possível pelo celular. Estes ATMs permitem que os clientes usem uma variedade de métodos de pagamento, incluindo cartões de débito ou crédito e transferências eletrônicas também para a compra de serviços do próprio banco. 
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