15/02/2023 às 09h41min - Atualizada em 15/02/2023 às 20h06min

Veja quais são os cuidados na hora de contratar um empréstimo imobiliário

SALA DA NOTÍCIA Victor
 

A grande maioria das pessoas possuem o sonho de comprar ou reformar a casa própria. Em outros casos, há também o desejo de diversificar a renda comprando um imóvel para alugar. No geral, o empréstimo imobiliário pode ser uma boa opção. 

 

Em resumo, o empréstimo imobiliário disponibiliza o valor total, emprestado pelo banco ou empresa de crédito para pagar o vendedor. Como acontece na grande maioria dos casos, o custo é devolvido através de pagamentos mensais com uma taxa de juros. 

 

Contudo, esse tipo de empréstimo é muito requisitado por comerciantes, ou seja, até mesmo uma empresa de portaria terceirizada pode solicitar um empréstimo imobiliário com a intenção de melhorar as estruturas da empresa. 

 

Neste artigo, reunimos as principais informações que são relevantes a esse tipo de empréstimo, quais os cuidados a serem tomados e qual o perfil adequado para solicitar esse acesso. Antes de tudo, vamos entender o que é um empréstimo imobiliário, confira:

O que é um empréstimo imobiliário?

Empréstimo imobiliário ou financiamento, como também é chamado, é um tipo de solicitação específica para compra, construção ou reforma de imóveis residenciais ou comerciais (novos, usados ou ainda na planta), além da compra de um terreno. 

 

De acordo com um estudo realizado pelo Serasa em setembro de 2020, notou-se que os financiamentos imobiliários têm aumentado no Brasil, alcançando 7,6% naquele período. 

 

Além disso, mais de 86% dos brasileiros conseguiram pagar as suas parcelas com um bom nível de pontualidade. Portanto, isso acaba refletindo em outros financiamentos também. 

 

Ou seja, os brasileiros estão conseguindo até mesmo pagar dentro do prazo o financiamento de veículos e até mesmo de um sombreador para carros que podem custar até R$ 22 mil. 

 

Esse dado mostra que o empréstimo imobiliário é uma alternativa interessante, visto que o crédito pode ser liberado apenas quando for feita uma análise do perfil do solicitante. 

 

No mais, o pagamento das parcelas não pode ultrapassar 30% da renda, o que acaba contribuindo para que a pessoa não fique financeiramente instável. 

 

Diante de um empréstimo imobiliário feito, que pode comprometer a renda do devedor, naturalmente, ele acaba se “enrolando” com as parcelas e diminuindo até mesmo a sua capacidade de comprar um interruptor schneider, ou qualquer outro tipo de produto. 

 

No empréstimo imobiliário, o banco ou instituição financeira empresta o dinheiro para que a pessoa consiga fazer a compra à vista. Em troca, ela devolve o valor com um acréscimo de juros. 

 

É importante pontuar que, para conseguir esse tipo de empréstimo, é necessário também dar um valor de entrada para o banco, o que geralmente corresponde entre 20% a 30% do preço total do imóvel. 

 

Para que possa entender melhor, imagine a seguinte situação: se um apartamento custa R$ 230 MIL, o valor de entrada do empréstimo imobiliário solicitado pelo banco costuma ser entre R$ 46 mil e R$ 69 mil. Logo, o restante é pago mensalmente. 

Como solicitar um empréstimo imobiliário?

Uma pergunta muito comum a ser feita é: “Como eu consigo pedir um empréstimo imobiliário?” Essa questionamento é muito comum e a resposta é simples, basta se enquadrar nos seguintes critérios:

 
  • Ser brasileiro(a) ou ter visto permanente no país;
  • Ser maior de idade ou emancipado(a) com 16 anos;
  • Não ter nenhuma restrição;
  • Comprovar renda suficiente para pagar as parcelas;
  • Apresentar todos os documentos solicitados pelo banco. 
 

O primeiro passo a ser dado para solicitar um empréstimo imobiliário é usar um simulador de crédito imobiliário em sites ou aplicativos dos bancos e instituições de crédito. Nesses simuladores, você irá colocar seus dados e o valor do imóvel. 

 

Logo em seguida, o banco ou instituição financeira realizará uma análise de crédito que servirá para aprovar ou não, o empréstimo que foi solicitado. 

 

Trata-se de um processo semelhante ao que ocorre quando uma pessoa quer fazer um cartão de crédito para adquirir um espelho 360 graus ou qualquer outro produto que não consiga pagar à vista. 

Caso aprovado, o banco fará uma outra análise de documentação e o imóvel também será vistoriado. Se tudo ocorrer bem, o contrato é enviado e o dinheiro é liberado. 

Quais os cuidados necessários na contratação?

Antes de solicitar um empréstimo imobiliário, é preciso se atentar a alguns fatores. Trata-se de uma cautela necessária, aplicada também tanto para conseguir um dinheiro, como para colocar no piso 16 faces, por exemplo, quanto bancar um novo imóvel ou reforma. 

 

Abaixo, listamos alguns cuidados importantes que são precisos tomar na hora de solicitar um empréstimo imobiliário, confira:

  1. Veja o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento

Além da importância de pesquisar as menores taxas de juros do mercado, é interessante, também, levar em consideração o Custo Efetivo Total (CET), que todo banco ou instituição financeira é obrigado a informar. 

 

Ou seja, da mesma maneira que uma empresa de solda industrial deve informar o cliente sobre suas características, o mesmo deve acontecer quando no empréstimo e o banco cumprir o seu papel de não deixar o devedor com dúvidas. 

 

Esse valor está relacionado a todas as taxas e custos incluídos do financiamento. Portanto, procure ter muita atenção nessa sigla na hora de fazer a simulação e não foque apenas nos preços de juros. 

  1. Utilize o saldo do FGTS para pagar o financiamento

Caso tenha trabalhado de carteira assinada por três anos (consecutivos ou não) na mesma empresa ou em algumas diferentes e tenha um saldo no FGTS. 

 

Então, saiba que poderá utilizá-lo para contribuir com o seu financiamento imobiliário. A quantia pode ser usada em:

 
  • Pagar o valor de entrada;
  • Amortizar ou liquidar o saldo devedor;
  • Pagar parte do valor das prestações;
  • Entre outros fatores relacionados. 
 

Contudo, saiba também que é necessário seguir algumas regras antes de começar a utilizar o saldo do FGTS. 

 

Ou seja, se procura construir um mezanino metálico dentro do seu comércio, é necessário, antes, conferir as regras que são apresentadas no aplicativo do FGTS. 

  1. Veja se o seu nome possui alguma restrição de crédito

Quando uma pessoa está com o nome negativado, ou seja, o CPF está inscrito em algum tipo de proteção ao crédito, os bancos e instituições financeiras não liberam o empréstimo imobiliário. Portanto, para não perder tempo, realize uma consulta antes de solicitar o financiamento. 

 

Eventualmente, pode ser que haja alguma conta, por menor que seja, que não foi paga por esquecimento. Em casos como esse, o ideal é fazer o pagamento da dívida antes de solicitar o empréstimo. 

  1. Conheça os custos extras envolvidos 

Algumas pessoas não sabem, mas existem alguns custos extras que estão envolvidos na compra de um imóvel. Não ter conhecimento disso, é como, em uma analogia, tropeçar no meio fio de concreto. Afinal, a pessoa vai se planejar apenas para pagar os valores do imóvel. 

 

Ou seja, além de ficar de olho nas taxas de juros, no CET e nos valores das parcelas, é necessário, também, estar atento aos custos extras. 

  1. Avaliação bancária

A avaliação bancária é uma taxa que o banco cobra para fazer a vistoria do imóvel e de toda a documentação, antes que aconteça a assinatura do contrato. 

 

O valor pode variar de banco para banco, ou da empresa de crédito imobiliário, mas no geral, o valor costuma ser R$ 3 mil, e não pode ser parcelado. 

  1. Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)

Trata-se de um imposto municipal pago pelo comprador no momento da compra. O valor pode variar entre 2% a 4% do valor do imóvel, dependendo da cidade em que o imóvel está registrado. 

  1. Taxas de registro do imóvel

Essas taxas devem ser pagas ao Cartório de Registro de Imóveis e correspondem aos documentos do Contrato de Financiamento do Imóvel. O valor pode variar de acordo com o Estado, mas na maioria das vezes, gira em torno de 1% do valor do imóvel. 

  1. Seguro do imóvel

O seguro do imóvel é obrigatório a partir do ato do financiamento e o valor pode variar entre 2,5% e 5% do valor que foi financiado, dependendo da seguradora. Essa taxa, por sua vez, precisa estar incluída no CET. 

 

No mais, se comprou o imóvel através de um corretor de imóveis, é necessário pagar a taxa de corretagem para o profissional. Na maioria das vezes, o valor costuma variar entre 5% e 6% do imóvel, e geralmente é pago na mesma hora do pagamento da entrada. 

Conclusão

Por fim, esperamos que, com este conteúdo, você não tenha mais dúvidas em relação ao empréstimo imobiliário. É interessante saber que é possível alcançar o sonho de ter uma casa própria, ou reformá-la. 

 

Porém, mais do que isso, é preciso estar informado sobre os principais aspectos que envolvem esse tipo de empréstimo, o que garante toda uma prevenção para surpresas que podem acontecer nesse processo. 

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.



 
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