15/02/2023 às 13h49min - Atualizada em 15/02/2023 às 20h05min

Veteranos do varejo dão dicas para alavancar as vendas em 2023

O ano traz altas expectativas no comércio

SALA DA NOTÍCIA Lucas Fidelis
Divulgação

Uma projeção realizada pela ABComm Forekast estima que, em 2023, o e-commerce contará com um crescimento de R$185,7 bilhões. Nesse período, o valor do ticket médio gasto poderá subir para R$ 470,00 por compra, com um número de pedidos chegando a 395,1 milhões e mais de 87 milhões de compradores no Brasil

Pensando nisso, especialistas de diversas empresas do setor varejista, de tecnologia e de e-commerce listam cinco dicas para as lojas virtuais aplicarem para obter sucesso nas vendas em 2023. Veja a seguir:

1 - Invista no Last Mile e na logística reversa

É importante colocar a expectativa do cliente em primeiro lugar. “A etapa de envio, que representa o transporte da encomenda da distribuição ao destino final - chamada de última milha, ou last mile em inglês -, é uma das mais importantes durante as vendas e deve ser uma das maiores preocupações das empresas. Ela está ligada diretamente à expectativa do consumidor em receber o produto de forma fácil, rápida e correta, e pode determinar a experiência dele com a marca”, comenta o especialista Paulo Lelis, Diretor da Drops, rede de envio e retirada de encomendas.

Além disso, muitas empresas acabam deixando de lado a questão da logística reversa. “Pequenos comerciantes online podem acabar perdendo clientes sem uma política clara, satisfatória e bem estruturada de troca e devolução. Aproveite o tempo que antecede a data para estimar a possível demanda extra de trocas e devoluções e definir estratégias que comportem esse aumento de maneira eficiente”, afirma Maurício Cwajgenbaum, CEO e Co-Founder da Genius Returns, plataforma de automação e gestão de logística reversa.

2 - Evite o abandono de carrinho

Um dos desafios do e-commerce é a alta taxa de abandono de carrinho, comumente causado por questões como valor do frete, formas de pagamento limitadas ou problemas na usabilidade. “É importante que o lojista tenha ao seu lado transportadoras parceiras, diversifique os formatos de pagamento com diferentes bandeiras de cartão, além da possibilidade de recuperação de boletos, e tenha um olhar cuidadoso com o UX Design da sua plataforma. Esses são só alguns dos exemplos a serem observados e aprimorados para alavancar as vendas”, explica Felipe Trudes, sócio-fundador da we.digi, consultoria de tecnologia para e-commerce.

Para Ticiana Amorim, CEO da Aarin, primeiro hub tech-fin especializado em Pix e embedded finance do país, os pagamentos com o Pix também facilitam e ajudam na diminuição do abandono das compras. “O Pix está assumindo um lugar de protagonista na vida dos consumidores. Na última Black Friday, por exemplo, a solução de Pix para checkout da Aarin aumentou em até 32% a taxa de conversão dos nossos clientes, além da diminuição de desistência das compras ser consequência de descontos no pagamento à vista, sem taxas de cartões, sem uso do limite e diminuição de dados solicitados no cadastro, fatores que otimizam o processo para o consumidor, principalmente nessa data”, finaliza a CEO.

3 - Garanta uma boa experiência ao cliente

Parece óbvio, mas muitas lojas ainda pecam em garantir a performance de suas plataformas, perdendo potenciais clientes. “Para evitar o desgaste do cliente, é fundamental personalizar sua experiência de compra a partir de análise de dados para entender seu modo de consumo. Vitrines de recomendação, busca inteligente e pop-ups de retenção são algumas das ferramentas utilizadas nesse processo para entender exatamente o que o cliente busca e, claro, fidelizar esse consumidor”, explica Rodrigo Schiavini, Diretor de Negócios da SmartHint, maior e mais utilizado sistema de busca inteligente e recomendação para e-commerce da América Latina, do grupo Magazine Luiza.

4 - Aumento de vendas e retenção de clientes

O consumidor busca cada vez mais incessantemente preços mais atrativos. De acordo com Ivan de Castro, Head de Marketing da América Latina da Grabr, plataforma que possibilita a compra de produtos mais baratos fora do Brasil, essa é uma forma de fidelizar clientes. “É importante que a experiência seja vantajosa para os dois lados, tanto para o comprador, que pode pagar bem mais barato para adquirir um produto fora do país com a Grabr, quanto para o viajante que pode ganhar dinheiro trazendo esse produto”, ressalta Castro.

5 - Considere a Omnicanalidade 

Tibério Valcanaia, diretor técnico do Myrp, sistema de gestão empresarial e frente de caixa (PDV) 100% online, destaca que apostar na omnicanalidade é um bom investimento. "Com um cenário em que mais de 50% dos brasileiros passaram a consumir de forma híbrida durante a pandemia, poder realizar uma compra usando mais de um canal está se normalizando", afirma, citando dados de uma pesquisa All iN e Social Miner, em parceria com a Opinion Box. “Imagine seu cliente receber uma camisa do seu time de coração, ou qualquer outra mercadoria vinculada a equipe, comprada poucos minutos antes do jogo, ou retirar em uma loja no caminho do bar em que assistirá a essa partida. Isso é possível graças às estratégias omnichannel”, ressalta Valcanaia. 

Já para Andrei Dias, Head de vendas da Nexaas, retail tech especialista em inovação para o varejo, investir em uma estratégia phygital, que une o varejo físico e digital, é muito atraente aos consumidores. "Adotar esse conceito no negócio, integrando diversos canais de venda, proporciona uma experiência de compra facilitada, fluida, e que vai ao encontro das preferências do próprio cliente. Inclusive, é uma ótima tática de fidelização em que as empresas podem apostar", conclui.


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