13/02/2023 às 22h46min - Atualizada em 14/02/2023 às 20h07min

O Carnaval já não é mais do axé: os novos estilos vieram pra ficar

Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, por exemplo, possuem diversas atrações que fogem à regra do samba e axé

SALA DA NOTÍCIA Guilherme Salmon
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Funk, sertanejo, música eletrônica são apenas alguns dos estilos musicais que têm feito a cabeça de foliões Brasil afora. No primeiro Carnaval pós-pandemia, o que se observa em muitas cidades do país é uma variação saudável dos tradicionais samba e axé, que sempre dominaram a festa de Momo. Esse movimento, é bem verdade, já existe há mais tempo, há cerca de uns oito anos, quando era impensável produzir qualquer evento carnavalesco com artistas que não eram muito ligados à data.

Quem afirma isso é Rafael Lemes, CEO da agência Andrade Lemes, especializada na gestão de carreiras artísticas e localizada em Belo Horizonte. Para ele, esse movimento de migração para outros gêneros durante o Carnaval tem sido muito natural e reflete a diversidade e a riqueza da música brasileira.

A juventude, apesar de ainda gostar do tradicional axé, se vê muito mais representada no rap, no funk, no trap e na música eletrônica atualmente. Basta ver os rankings de músicas mais ouvidas no Brasil, em plataformas de streaming, como o Spotify, por exemplo, e em redes sociais, como o TikTok. 

O cantor Sidoka, por exemplo, um dos muitos artistas gerenciados pela agência, está com a agenda lotada até o fim de março. Há alguns anos, artistas de trap e funk não vendiam shows tão bem no primeiro semestre porque esse espaço era unicamente dos ritmos baianos e de verão.
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