30/01/2023 às 09h38min - Atualizada em 31/01/2023 às 16h05min

Diabetes amplia risco de morte por câncer

O oncologista Ramon Andrade de Mello ressalta a importância de medidas preventivas

SALA DA NOTÍCIA Emilly Santos
Divulgação
O diabetes tipo 2 aumenta os riscos de morte por câncer, especialmente os tumores malignos diagnosticados no pâncreas, fígado, cólon e endométrio. “Os estudos reforçam o que já constatamos no dia a dia do consultório. Por isso, cada vez mais precisamos adotar medidas preventivas como forma de reduzir esses casos de óbitos. Essa doença metabólica pode ser controlada e isso traz perspectivas otimistas”, avalia o médico oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica do doutorado em medicina da Universidade Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, e médico pesquisador honorário do Departamento de Oncologia da Universidade de Oxford, no Reino Unido.
 
O estudo da Universidade de Leicester e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, ambas do Reino Unido, acompanhou aproximadamente 140 mil pessoas durante 20 anos. Os resultados das pesquisas mostram que a taxa de óbito é de 18% mais elevada em pacientes diabéticos para todos os tipos de tumores oncológicos combinados. Já nas mulheres com a doença metabólica, a taxa é de 9%. No geral, o diabético tipo 2 tem 2,4 mais chances de óbito por tumores colorretal.
 
“O organismo do paciente com diabetes tipo 2 enfrenta variação da glicose com maior frequência, com registros mais altos do que o normal. Esse estado metabólico provoca um processo inflamatório, que pode ser um dos causadores de tumores oncológicos”, detalha Ramon Andrade de Mello.
 
O oncologista reforça a importância da prevenção, estimulando uma melhora na qualidade de vida com o incentivo aos hábitos alimentares saudáveis, a prática regular de exercício físico e ao controle de estresse: “Esses pacientes fazem parte de um grupo que precisa passar por um rastreamento como forma de diagnóstico precoce da doença. Isso pode salvar vidas e reduzir os custos de internações hospitalares”.
 
Sobre Ramon Andrade de Mello
Pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra), Ramon Andrade de Mello tem doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).
 
O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é Coordenador Nacional de Oncologia Clínica da Sociedade Brasileira de Cancerologia, membro da Royal Society of Medicine, London, UK, do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology – ESMO), Membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology – ASCO). 
 
Dr. Ramon de Mello é oncologista do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e do Centro de Diagnóstico da Unimed, em Bauru, SP.
 
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