03/11/2014 às 23h35min - Atualizada em 03/11/2014 às 23h35min

Jerusalém, a cidade que respira fé e história

por Karine Ribeiro /Diários de Férias

Israel é conhecido como destino de peregrinos e apaixonados por história e cultura. O pequeno país, cuja gigantesca bagagem cultural se sente e vê por todos os lados, recebe muito bem os viajantes e é uma ótima opção pra quem quer fugir do “lugar comum”.  

Como a capital do país, Tel Aviv, é uma cidade nova e cosmopolita, semelhante a qualquer outra cidade grande, o destino principal dos viajantes e onde se concentra a maior parte das atrações é Jerusalém.

 

A divisão da cidade

A cidade de Jerusalém é sagrada para as três grandes religiões monoteístas: judaica, cristã e muçulmana e reivindicada como capital por dois países (Jordânia e Israel), por isso sempre esteve no centro de disputas. Foi conquistada por judeus, babilônicos, romanos, bizantinos, assírios, árabes, otomanos, ingleses. O plano da ONU, quando da criação do Estado de Israel, era submeter a cidade a um controle internacional, porém Israel acabou dominando a região.

Esse mosaico de influências na história da cidade está estampado em todos os cantos e fica ainda mais evidente na parte denominada Cidade Velha (dentro das muralhas), onde vivem cerca de 40.000 pessoas. Fora das muralhas está a Cidade Nova, com construções modernas, mas que obrigatoriamente seguem os padrões estéticos sóbrios da cidade.

As Muralhas da Cidade são uma atração por si só. São enormes (a altura média é de 12m e a espessura média de 2,5 m) e se estendem por 4 km. É possível subir e caminhar por elas, aproveitando vistas privilegiadas da cidade.

A Cidade Velha é cortada por diversas ruas bem estreitas e é dividida em 4 bairros (denominados “quarters”) o judeu, muçulmano, cristão e armênio.

O maior deles é o Bairro Muçulmano. A cidade de Jerusalém é a terceira mais importante para os muçulmanos, atrás apenas de Meca e Medina.  Neste bairro de ruas estreitas fica a Cúpula da Rocha, mesquita cartão postal de Jerusalém. que é acessível a turistas apenas alguns em dias e horários.

Cúpula da Rocha

 

Neste bairro estão também o mercado central (Souk Central) e o início da Via Dolorosa que marca as estações que, de acordo com a Bíblia, foram percorridas por Jesus antes da crucificação.


Via Dolorosa: os últimos passos de Jesus Cristo

 

Bairro Judeu é mais amplo e arejado, e a sua principal atração é o Muro das Lamentações. Local mais sagrado para os judeus, onde, todos os dias, milhares vão fazer suas orações. O acesso ao Muro é separado por gênero, há uma área para homens e outra para mulheres. É possível entrar e conhecer de perto a tradição de colocar um pedido nas frestas entre os gigantescos blocos.


Muro das lamentações

 

Bairro Cristão tem mais de quarenta igrejas e mosteiros. No centro, encontra-se a famosa Basílica do Santo Sepulcro que abrange, segundo a tradição cristã, os locais onde Jesus foi crucificado, sepultado e ressuscitou.


Pedra onde foi colocado o corpo de Jesus


Entrada da Basílica

Por fim, há o bairro Armênio, o menor de todos e o mais calmo. Os armênios fixaram-se em Jerusalém por volta do ano 300 d.C. e algumas famílias lá se mantiveram até hoje.

 

Outra atração dentro da Cidade Velha é o Museu da Torre de David que conta com uma exposição permanente sobre a história cultural, histórica e arqueológica de Jerusalém e exposições temporárias ao longo do ano. Em algumas noites há, no museu, um espetáculo de luzes.

 

Do lado de fora da Cidade Velha é possível visitar outros lugares históricos como o Monte das Oliveiras, famoso por concentrar as belas igrejas muito importantes para a fé católica – como Igreja da Tumba da Virgem Maria, a Basílica da Agonia, Igreja Pater Noster - e oferecer algumas das melhores vistas da Cidade Velha. 


Jerusalém vista pelo Monte das Oliveiras

 

Fora dos muros, na Cidade Nova, é possível visitar também o Yad Vashem – Museu do Holocausto, que apesar de retratar um período trágico da história, foi construído como um memorial dedicado à união do povo judeu e como homenagem aos que, de alguma forma, lutaram contra as atrocidades do período.

 

O complexo é impressionante. É formado pela galeria principal – que abriga o museu – e galerias menores com diferentes significados (sala da memória, homenagem às crianças judias, etc) e uma extensa área verde, onde se encontra a Avenida dos Justos, com árvores plantadas em homenagem aos não judeus que ajudaram a salvar vidas no período nazista (incluindo o mais famoso deles, Oscar Schindler).


Entrada do Museu do Holocausto

 

Nos arredores de Jerusalém (a cerca de 10 quilometros), é possível visitar a cidade de Belém, onde fica a Igreja da Natividade, local onde cristãos acreditam que Jesus tenha nascido. O local está marcado com uma cruz de prata no chão.


Igreja da Natividade

 

Israel ainda tem muito mais a oferecer, as cidades de Nazareth, a fortaleza romana de Massada e um passeio pelo Mar Morto também devem ser paradas obrigatórias no roteiro de uma viagem pelo país.

 

O roteiro completo e outras indicações podem ser encontrados no site www.diariosdeferias.wordpress.com. Instagram: @diariosdeferias.

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