14/09/2021 às 17h08min - Atualizada em 14/09/2021 às 17h03min

Marca de joias brasileira é pioneira em produção de consumo consciente no país

Sua Imprensa
Foto: Divulgação/Reprodução

Deborah Kovari Joias trabalha com produção limitada e restauração de peças: “Matéria prima parada não é sustentável”.

Por: Maria Clara Cordeschi

A marca Deborah Kovari Joias foi idealizada pela empresária e designer Deborah Kovari, criada em 2016 com o intuito de fazer joias autorais, sofisticadas e criativas, Deborah acredita no poder da restauração de peças para renovar energias e criar novas histórias.

A empresária sempre prezou que sua joalheria fosse sustentável, seu maior propósito é trabalhar com reaproveitamento de matéria prima para transformações de joias. Contudo, a empresa cresceu e assim começaram a criar peças para pronta entrega. Mesmo assim, Kovari afirma que a proposta é ter um estoque pequeno e estimular o cliente a co-criar.

Já faz algum tempo que a indústria da moda vem adotando medidas de sustentabilidade como imposição, e no ramo das joalherias a cobrança pode ser ainda maior, com uma cadeia de produção ainda dependente de mineração e energia fóssil. Porém, algumas medidas simples podem fazer uma grande diferença, como o reaproveitamento de materiais: “Até mesmo para produzir peças novas, fazemos uma análise de peças que não têm muita saída e derretemos, e reaproveitamos para produzir outras joias”.

Um ponto relevante é conhecer profundamente todo o processo de produção de um produto, pois uma atitude não sustentável de um fornecedor, por exemplo, pode afetar toda uma rede: "Busco conhecer a fundo meus fornecedores. Sei como trabalham, sei explicar de onde vêm todos os meus materiais. Sei quem trabalha corretamente e quem não. Acho que a minha forma de contribuir não é buscar o fornecedor mais barato, mas aquele que atenda a critérios bons de qualidade, decência e origem. Assim tenho mais tranquilidade de trabalhar, sabendo que aquilo que está sendo produzido pelas mãos da minha equipe não compactua com algo nocivo à ninguém”.

Deborah afirma que o interesse em trabalhar com transformações de joias tem relação com a sua personalidade: “Confesso que tenho uma alma romântica, apesar de ser bastante brava. E me encanta conhecer as pessoas, compartilhar conhecimentos e ideias. Amo uma boa conversa com um bom café. Amo uma boa história. E acho que ter a possibilidade de trabalhar com as origens e as histórias das pessoas, sempre com o propósito de transformar, é gratificante. Transformar um acontecimento triste em algo bonito. Um ponto final num parágrafo novo. Uma forma antiga numa forma nova”.

Uma das principais motivações da designer para um estoque limitado é o consumismo desenfreado no país: “Joias são sinônimos de status, mas não devem ser apenas isso”. Deborah acredita em uma função espiritual das pedras, e cada nova coleção carrega elementos de sua busca pessoal de conhecimentos sobre a fé: “Tento trazer meus aprendizados em cada coleção conceitual. As joias são resultado de vários estudos, sentimentos e inspirações… Quando preciso criar algo para uma cliente, seja sob encomenda ou algum projeto de transformação, é sempre desafiador. Captar a essência do que aquela pessoa quer é um caminho complexo, de estudo, de sensibilidade, empatia, conexão e respeito por aquela história."

Para o consumidor que busca por empresas que prezam a sustentabilidade, Deborah explica que a melhor maneira de identificar o que está sendo adquirido é exigindo um certificado e a nota fiscal, mantendo a garantia. É importante comprar de lugares que prezam por essas seguranças.

Como spoiler de uma nova coleção, a designer compartilhou que em breve lançará a linha “seven”, inspirada nos Elohim. Os Sete Poderosos Elohim e suas contrapartes femininas são os construtores originais da forma. Acredita-se que em uma ordem de hierarquia, os Elohim e os seres cósmicos carregam a maior concentração de “luz” que podemos compreender em nosso estado de evolução.


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