17/03/2021 às 13h45min - Atualizada em 17/03/2021 às 13h44min

Desemprego cresce 16,9% no começo de 2021

Embora a pandemia ainda seja um fator primordial para esfriar o mercado de trabalho, há outros fatores que estão atrapalhando tanto o rendimento das empresas como a procura de jovens profissionais pela primeira oportunidade. Confira agora quais são eles.

O desemprego no Brasil pode chegar à marca assustadora de 16,9% no primeiro trimestre de 2021, conforme previsão do Santander. Esse índice poderá ser recorde se a projeção for constatada pelo IBGE, que já apontou números alarmantes referentes sobre o mesmo índice no fim de 2020, o qual havia fechado a taxa de desocupação na casa dos 13,5%, totalizando em 13,4 milhões de brasileiros sem emprego e sem renda fixa.

Esse pessimismo está baseado na recessão econômica agravada pela crise do novo Coronavírus, a qual assola o mundo desde o fim de 2019 e no Brasil, desde março de 2020.

Além disso, a falta de consenso político nas regras do distanciamento social, as quais surtem por si só na queda de lucro no comércio em geral, e da falta de incentivo federal à vacinação geram incerteza sobre a recuperação econômica ainda neste ano e diminuem a abertura de vagas.

Apesar disso, existem outros fatores que proporcionaram a elevação do desemprego, principalmente, nos últimos anos. Um deles é a alta rotatividade de funcionários numa empresa, o que faz muitas delas investirem melhor na captação e na retenção de talentos.

Cabe observar, além disso, que o Brasil tem tido um aumento na taxa de desocupação ao longo dos últimos anos, já que, segundo o mesmo IBGE, desde 2017 o país possui esses índices acima dos 10% ao ano e esse número deve piorar ainda mais em 2021. Entenda agora as razões para isso.

O desemprego no Brasil

É bom observar que IBGE conceitua o desemprego para todo aquele cidadão, acima de 14 anos, que não possui uma ocupação, um ofício. Excluem dessa lista pessoas que são donas de casa, universitárias e empreendedoras.

No Brasil, o índice de desemprego tem crescido desde o ano de 2015, que apresentou uma taxa de desocupação de 6,8%, dois por cento maior em relação ao ano anterior, 2014. Desde então, as taxas foram subindo até chegar a 11,9% em 2019, segundo o IBGE.
O que pode explicar esse crescimento ao longo desse período? Bom, muitos fatores como:
  • Crise política iniciada em meados de 2014;
  • Medidas internas na economia que não obtiveram resultado, dentre elas estavam uma intervenção maior na economia e elevação de gastos estatais que corroboraram num desequilíbrio das contas públicas e elevação das taxas de juros, reduzindo os investimentos e o consumo durante o período de 2014 a 2017;
Além desses, há outras razões que não se levam em conta o fator político e econômico do país, como por exemplo, a alta rotatividade de funcionários, conforme pesquisa da Robert Half, que observou que durante 2012 e 2018, a taxa de turnover cresceu em 82%, o que denota um problema bastante grave na análise do perfil profissional feitas pelo RH.

O desemprego durante a pandemia

A Folha de São Paulo, em publicação recente, mostra que o Brasil fechou a taxa de desocupação com 13,5%, sendo esta a pior média de desemprego, segundo dados do IBGE, o qual faz o levantamento através do Pnad Contínua desde 2012.

Segundo o mesmo jornal, esses dados são piores que os levantados durante a última recessão econômica sofrida pelo país, tendo em 2017, uma taxa de 12,7%, a maior até então.

Esse índice dá o tom da crise que o Brasil está sofrendo desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Através desta, o fechamento de empresas propiciou a falta da preservação do emprego e o fim de novas vagas, retraindo o crescimento do PIB e do consumo do brasileiro durante 2020, o que, em consequência, determinou a falência de mais empresas e mais desemprego, como um efeito dominó interminável.
Além disso, segundo os analistas do Banco Santander, Lucas Maynard, Gabriel Couto e Ítalo Franca, o primeiro semestre de 2021 será visto como um dos piores, devido ao aumento dos casos de covid no país e ao fim do auxílio emergencial. 

Ao mesmo tempo há, segundo eles, um cenário desafiador, já que haverá mais pessoas na informalidade em comparação com os que estão pela carteira assinada, conforme matéria da CNN Brasil.

Existem perspectivas de melhora?

Segundo os economistas do Banco Santander, o desemprego poderá reduzir ao longo do processo de vacinação em massa, o qual consistirá numa maior abertura da economia, abrindo 1,5 milhão de novos postos de trabalho, principalmente nos setores de serviços, os quais foram os mais prejudicados durante a pandemia.
Ainda assim, Gabriel Couto, economista do banco, ainda enxerga esse crescimento com muita cautela: “A gente acredita que esse hiato não deva se fechar tão cedo”, prevendo que haverá uma estabilidade na taxa de desocupação em média de 12 a 13%.

Já Paulo Feldmann, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, em entrevista à rádio da própria universidade, disse que: “O grande problema do Brasil, neste ano, é o desemprego.

São 14 milhões de pessoas desempregadas, o setor de serviços está completamente parado e quase 1 milhão de pequenas empresas quebraram. Tudo isso precisa de um programa de apoio.”

Feldmann ainda ressalta que as estimativas do Banco Central estão muito “otimistas” com as projeções econômicas e que os projetos econômicos que estiveram pendentes durante a pandemia são insuficientes na garantia de um crescimento econômico que o país precisaria para retomar o otimismo.
 
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Lucas Widmar Pelisari

Lucas Widmar Pelisari

Descobrindo o Marketing Digital, dicas de como aumentar tráfego orgânico e otimização no posicionamento de domínios perante motores de busca

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