08/03/2021 às 09h54min - Atualizada em 08/03/2021 às 09h53min

Como é a burocracia para financiar uma casa?

A casa própria é o sonho de grande parte dos brasileiros. No entanto, pelo fato de imóveis possuírem um valor relativamente alto, nem sempre é possível realizar o pagamento à vista. Uma modalidade que surgiu há alguns anos, e que vem facilitando a vida de muitas pessoas, é o financiamento. Ele é realizado pelo banco, que paga ao vendedor do imóvel o valor que o comprador deseja financiar e depois recebe essa quantia dividida em parcelas mensais com juros. 

No entanto, para ter o financiamento aprovado são necessárias diversas etapas e paciência, visto que pode ser um processo burocrático. Então, se você está à procura de um imóvel para comprar junto com sua imobiliária acompanhe o post de hoje e entenda como é a burocracia para financiar uma casa. 

Avalie as condições de financiamento

Diversas instituições financeiras oferecem financiamentos e o que as diferencia são as condições de pagamento, como taxa de juros, duração dos contratos e a porcentagem do valor do imóvel que pode ser financiado. 

O primeiro passo então é avaliar as condições de financiamento oferecida pelos bancos. Assim que escolher, siga até uma agência para conversar com o gerente e assim iniciar com as etapas para permitir a liberação do crédito. 

Documentos necessários

Nessa primeira etapa, cada banco possui uma lista de documentos que devem ser apresentados, mas geralmente, os principais são: 

  • Documentos originais e cópias de RG e CPF (do casal, se for o caso);

  • Comprovantes de estado civil;

  • Comprovantes de renda (holerites, extratos bancários e declaração completa de imposto de renda do casal, se for o caso).

 Se você for autônomo, é possível comprovar renda por meio do contrato de prestação de serviços, declaração do Imposto de Renda, do sindicato da categoria, recibo de pagamento por trabalhos prestados ou uma Declaração Comprobatória de Recepção de Rendimentos (Decore), feita pelo contador.

Já os trabalhadores rurais, ambulantes, diaristas, barbeiros, entre outras pessoas que não tenham conta em banco precisam preencher uma ficha de cadastro orientados pelo gerente. Ele irá informar em cada caso quais documentos serão necessários. 

Essa etapa é fundamental para o banco entender sua capacidade de pagamento das prestações, visto que o valor não pode ser maior que 30% da renda familiar bruta. Inclusive, aqui é feita uma análise cadastral que consiste em verificar os nomes nos cadastros de inadimplentes (Serasa) e outras fontes de cada instituição. 

Caso não haja nenhum problema, a aprovação do crédito é liberada com um período de validade que irá variar de acordo com o banco. Ou seja, o dinheiro não é liberado aqui. 

Avaliação do imóvel 

Após a aprovação, o banco irá realizar a avaliação do imóvel por meio de uma empresa, engenheiro ou arquiteto a fim de confirmar o valor real. 

Com tudo certo, ele elabora o contrato para que o comprador e vendedor assinem e registrem o documento em cartório. Depois, o crédito é liberado e o vendedor pago. Geralmente, a primeira prestação vence 30 dias após a assinatura do contrato e assim o comprador já começa a pagar as prestações mensais para quitar sua dívida. 

Tipos de financiamento

Agora, vamos falar pouco sobre os tipos de financiamento para comprar uma casa ou apartamento novo ou usado. 

FGTS

O financiamento utilizado o FGTS faz parte do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O valor do imóvel e do financiamento têm limites que variam periodicamente e só podem participar indivíduos com uma determinada renda familiar máxima. Ela varia de acordo com a região do país, além de nesse modelo as taxas de juros serem mais baixas que no SBPE, devendo sempre obedecer a um limite. 

SBPE

No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo não existe limite de renda, sendo que quando o valor do imóvel está dentro do limite do SFH, as taxas de juros não podem ser maiores que 12% ao ano, mas se o valor estiver fora do limite, as taxas podem ser maiores que essa porcentagem.

Construtoras

Esse modelo oferece maior flexibilidade de negociação, não havendo imposição sobre os valores financiados, renda ou taxas de juros. Contudo, os riscos para o comprador são maiores, sendo necessário emitir uma certidão de ônus reais para se proteger, caso a construtora acabe falindo. 

Sendo assim, é importante deixar claro a importância de pesquisar a reputação da construtora, visitando outros empreendimentos além de verificar se possui alguma irregularidade com a Justiça. Se tudo estiver de acordo com o esperado, basta apenas escolher o imóvel ideal junto à imobiliária e assim iniciar o processo de financiamento. 

Então, basicamente, essa é a burocracia envolvida para comprar uma casa. O mais importante é que você tenha em mãos todos os documentos atualizados para evitar dores de cabeça. Além disso, ter um bom histórico no mercado, como nome limpo, bom score no Serasa, um comportamento de compra adequado e boa relação com a instituição financeira também pode facilitar a aprovação do crédito.

 
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