27/08/2014 às 19h57min - Atualizada em 27/08/2014 às 19h57min

Não tem!

hoje não...

Isabela Gomes

Era uma tarde fria do inverno Paulista... Não. Não, frio não. Já me basta ser Julho. É verdade que o inverno não tem castigado este ano mas as noites estão geladas demais. Então... No início da primavera paulista... calma. Não tem primavera paulista. Tem três ou quatro ipês aqui na rua, mas isso não vai ter nenhum impacto. Ta, era verão. Era verão e ao fundo tocava Caetano. Não... Chico. Adoro o Chico! Então, se tocava Chico, não tem índio. É, esse conto não vai ser indianista. Ou vai ser uma crônica? Poema já não tem mais como ser...

A voz de chico vibrava 

no pulsar de seu coração

E essa tal invenção

í... começou com rima pobre nem continua. Vai ter que ser prosa. É... Estava calor, tocava Chico e ela usava uma saia florida que ia até a metade da coxa... Xi... saia na coxa? Em São Paulo está perigoso. É, a menina sai de saia, acontece desgraça e ainda é capaz de falarem que a culpa é dela. Ela estava de short. Não, bermuda. Mais “comportado”. 

Ela estava deitava em sua cama numa tarde de verão.O ventilador abanava um vento escaço em seu rosto. A menina tinha as pernas levantadas apoiadas na parede e seu cabelo se espalhava pelo travesseiro. Ao fundo, tocava Chico Buarque no seu... ipod? Pode ser vitrola? Quem tem vitrola, cara? Gramofone, rádio... pra mim, colocar “ipod” no meio da história já quebrou todo o encanto, sabe? Não tocava nada. Pronto. E ela sonhava com o doce amado. Ah, então quer dizer que a mulher só é feliz se tiver um namorado ou marido? Não cara... mas essa mulher neste caso, neste momento sonhava com o namorado. Não! Ta... com a namorada, que se dane. Vai ficar nesse blábláblá de amor de novo, cara? Mas eu quero que ela esteja sonhando com alguém que ama! Deixa obscuro e o leitor que vai descobrir, então! Ta. Vamos continuar que essa prosa já se demora por demais. 

Ela decidiu se levantar e pegar um ônibus até o Museu do Ipiranga. Ah, meu! Sempre que falam de São Paulo é a mesma coisa! Ou ta no museu, ou na Paulista. Quando muito, na Sé... São Paulo é imenso, cara! Da pra falar de uma estação do metrô em cada livro e ainda sobra... Ta bom. Ela vai pra onde? Pro Sesc Pompéia? Não se acentua mais ditongo aberto! Em nome próprio acentua... Em uníssono: Ah... a última flor do lácio... Ok, então a menina foi para Sumaré. Fazer o que lá? Foi andar! Porque ela gosta de caminhar pelas tardes de verão. Hum... ta nascendo poesia...ela gostava de ouvir o som dos pássaros. Ah! Lá vem você colocar bicho!Qual vai ser o nome dela? Jurema? Irací? Caiubí? 

Ta booom! Ela estava no quarto dela, não saiu para nenhum lugarzinho de São Paulo que já está manjado em outras histórias. Era verão, ela estava de bermuda no joelho para manter o comportamento e estava ouvindo Chico Buarque. Mas... ela vai ouvir Chico mesmo? Vai! Chico é ótimo, Chico é para qualquer momento. Ah... Chico não... Então chega! Não vai ter história, não vai ter verão, não vai ter bermuda nem São Paulo! E a pior parte dessa história é tu, leitor! Ah... você tinha que falar do Machado... Tinha! Xô, sai daqui. Sai você também leitor. Sai todo mundo! Não! O Chico fica... não decorei esse álbum ainda.

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