10/10/2019 às 00h58min - Atualizada em 10/10/2019 às 00h58min

APM desaprova o aumento das faculdades de medicina do país

Renato Galvão

Maria Cristina Oliveira
Na última terça-feira (08), membros da Associação Paulista de Medicina (APM), receberam a imprensa para uma coletiva, na sede da entidade, no Centro de São Paulo, para apresentar questões atuais do setor.

Uma das questões levantadas pela APM, é o posicionamento contrário a abertura indiscriminada de novos cursos de medicina por todo o país, além da ampliação de vagas nos cursos já existentes.

Atualmente o Brasil possui 337 faculdades de medicina, que forma 34000 médicos ao ano, destes 7000 oriundos do estado de São Paulo. Nos próximos 15 anos, a nação terá mais de 1,5 milhão de profissionais em atividade, ressaltando que a taxa de natalidade brasileira cairá a partir de 2042.

Foi destacado na coletiva de imprensa, que é necessário a revisão do número de vagas proporcionadas pelas faculdades de medicina do Brasil, visando a qualificação da formação dos médicos. É de caratér emergencial a interrupção da autorização de novos cursos e mais vagas, até que se faça uma análise da qualidade destes cursos e dos profissionais formados.

A APM considera que apenas os médicos aprovados no exame obrigatório, possam garantir o registro profissional, e os graduados no exterior, que queiram atuar no Brasil, também precisam passar pelo teste.

"A Associação Paulista de Medicina, representando os médicos do estado de São Paulo, refirma posição contrária à atuação de formados no exterior sem a validação dos diplomas no Brasil e enfatiza que esta revalidação é fundamental para a garantia da segurança da saúde de nossa população. A saúde dos brasileiros, a medicina e os médicos foram duramente agredidos pelos (des)governos anteriores, que facilitaram o exercício da medicina por pessoas sem a qualificação comprovada em nosso país", desabafa José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM.

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