21/08/2015 às 13h06min - Atualizada em 21/08/2015 às 13h06min

Só o povo brasileiro pode salvar o povo brasileiro

Rodrigo Batalha

A discussão sobre esquerda e direita nas redes sociais representa o abismo do desconhecimento. A maioria sequer conhece a gênese dos conceitos herdados da Revolução Francesa. O que mais diverte são as convicções dos cientistas canhotos de araque quanto ao conjunto "nomeclatura x ideologia x exercício" desses enquadramentos partidários. Quanta parvoíce... Outros, de esquerda velada, levantam a bandeira do apartidarismo no intuito de legitimar sua defesa ao PT, como se fosse normal político ser eleito sem partido nesta democracia tão falsa quanto uma nota de três. Democracia em que somos paradoxalmente obrigados e coagidos ao voto. Se ao menos pudéssemos votar em quem escolhemos... Mas não. Há uma lista limitada de candidatos. A maciça maioria movida por uma única pulsão: enriquecer. Que se lixe o partido... Há ainda aqueles que insistem, como hamsters em caixas de papelão abraçados à sua solitária cenoura de informação, a divorciar litigiosamente classe social de conhecimento, fazendo disso bandeira pela igualdade dos desiguais. Ora, se é regra para os esquerdofrênicos que poder cognitivo e classe social não possuem forte intimidade e consequência eleitoral; e que as manifestações são compostas de elitistas (não seriam pessoas com maior grau de instrução, e que exatamente por isso, percebem o despotismo causador de uma anarquia moral patrocinada por um governo metastático?), por que diabos o padrão educacional é regra para a elevação do poderio econômico e o bem estar social de uma nação? Diga, meu caro: você sabe qual a semelhança entre os governos de esquerda e os inúmeros pastores religiosos milionários? Por acaso seus discípulos/eleitores são maioria de PhDs, mestres, empresários e doutores? Sabemos que não. São em sua maioria analfabetos e semianalfabetos das classes C, D e E, mas não por afinidade dogmática, ideológica partidária ou econômica, afinal, tanto Valdemiro Santiago quanto Lula são burgueses veteranos. Mas por alienarem esse volume de miseráveis de informação pela facilidade e custo. Mentir repetidamente é barato demais! A técnica que os Valdemiros e a esquerda de Lula utilizam para explorar ignorantes através da lavagem cerebral mentirosa é mais antiga que o Platonismo. Se o público das manifestações tem melhor poder econômico, é bem notório que também tenham maior potencial intelectivo de ao menos perceber os disfarces de uma quadrilha de roedores legitimados (?) no poder. Óbvio que a Carta Capital vai publicar as exceções de ignorantes. Mas estamos falando de regra. Certo é que a ausência do saber enfraquece, vulnerabiliza e cria uma sociedade de fantoches. Tudo o que a esquerda em todo o mundo sempre disseminou, da China à Cuba. Não são as elites que se manifestam, são os que possuem mais percepção e um mínimo de conhecimento e orientação. Deletério e cretino é acusar os insatisfeitos com esse governo (71%) de elitistas preocupados com seu próprio bolso, como se uma inflação de 10% não carcomesse muito mais os 750,00 do assalariado - que ainda paga os inúmeros corruptos sindicatos de ladrões - do que os 7.000 do "elitista". Além de baixo é infame, e para variar, burro. Tal dedução esquerdofrênica sataniza todos os "elitistas manifestantes" como se estes se lixassem para o sofrimento da classe trabalhadora brasileira; como se todos tivessem nascido em berço de ouro, como se muitos deles não se doassem a instituições sociais nem amassem pessoas com menor poder aquisitivo, e como se não sentissem na própria pele a infraestrutura do país estacionada, os preços no teto, o PIB despencado, seus familiares demitidos, e o posto de saúde sem remédios. Uma inculpação que transforma milhares de centenas de manifestantes que reclamam porque sofrem, de diversas classes, credos, raças e níveis econômicos numa teia de egoístas psicopatas e riquinhos! Alucinação canhota ou ânsia pelo autoconvencimento para satisfação de suas gônadas ideológicas? Sabemos que esses são pensamentos endêmicos de uma esquerdopatia poltrona e vil, mentalmente exígua e incapaz de entender o mínimo de economia, que vive de mentiras inescrupulosas e incessantes legitimando-se como esquerda por sua limitação que chega ao cúmulo de elogiar a "democracia comunista" da Coréia do Norte. Que finge não perceber a diferença dos verdadeiros conceitos de uma raríssima esquerda justa e saudável, daquela maciça maioria que bebe da seiva da ingorância e se lambuza nas cédulas do interesse. Que dissimula não reconhecer um ex-presidente milionário que já era rico quando sindicalista (nós sabemos como). Que simula inexistir uma quadrilha instalada numa máquina inchada de poder. Que fecha os olhos para uma operação de credenciais indiscutíveis que através de "confissões, delações premiadas e devolução de bilhões" constatou o maior assalto aos cofres públicos da história do país desde Deodoro da Fonseca. Que é incapaz de reconhecer erros e cria factóides como se troca de roupa. Que mesmo suas mentiras ruindo a cada dia, insiste na velha técnica de Goebbels: mentir, mentir e mentir até se tornar verdade. Lula foi presidente do sindicado dos metalúrgicos. Qualquer organismo unicelular sabe o antro de corrupção e exploração do trabalhador que é um sindicato. Depois, quando eleito, Lula fez o que de pior um presidente poderia fazer ao seu país: instituiu a imoralidade e a mentira dissimulada como mantra nacional. O exemplo foi dado e o reflexo não poderia ter sido pior: crimes, tráfico, homicídios, pedofilia, corrupção, atraso, violência, roubos, latrocínios e desrespeito generalizado; afinal, com o "foda-se a Constituição" e tanta fraude, Lula ensinou por oito anos aos brasileiros que tudo a imoralidade é lei, tudo permitido e a impunidade é certa. Não há qualquer coincidência entre a esquerda no poder há 13 anos e o oceano de criminalidade em cada esquina. Fato é que o Brasil justo não suporta nem merece mais tanta dor. Só o povo brasileiro pode salvar o povo brasileiro.

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