21/08/2015 às 12h58min - Atualizada em 21/08/2015 às 12h58min

Temer abandona articulação de Dilma e deixa Cunha mais forte

O vice-presidente Michel Temer vai deixar a coordenação política do governo Dilma Rousseff. A decisão foi transmitida a aliados, de acordo com o jornalista Gerson Camarotti. Temer reclama do tratamento que recebeu do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na votação do projeto que reonera a folha de pagamento de setores da economia.

A saída de Temer, tão logo seja concluída a votação do ajuste fiscal, enfraquecerá o respaldo oferecido à presidente Dilma Rousseff pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Ao mesmo tempo, fortalecerá a posição do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que quer o PMDB fora da base do governo – e ainda promete, apesar da denúncia do MPF, votar todos os pedidos de impeachment que tramitam na Casa.

O afastamento de Temer também pode facilitar as conversações, já em andamento, entre PSDB e PMDB, sobre o futuro do Brasil.

Temer, Dilma ficará sozinha. Prepare-se para assumir a Presidência. Dos males, o menor.

A saída fortalecerá o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que quer o PMDB fora da base do governo e promete, apesar da denúncia do MPF, votar todos os pedidos de impeachment que tramitam na Casa.

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