30/06/2015 às 00h14min - Atualizada em 30/06/2015 às 00h14min

Lula, Cunha e Aécio unidos para derrubar Dilma?

Felipe Moura / Veja

A coluna de Felipe Moura da Veja, mostra um quadro possível quando se trata do mundo político de Lula, confira na íntegra:

Lula

Desesperado com a Lava Jato, Lula vai a Brasília orientar deputados e senadores do PT a blindá-lo, além de reunir-se com dirigentes do suposto partido.

Como o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró está pensando, segundo a coluna Radar, em fazer uma delação premiada, o pânico após as denúncias de Ricardo Pessoa aumenta ainda mais.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, Cerveró havia dito:

“Não, eu não sou indicação política do PMDB. Eu assumi o cargo de diretor atendendo a um convite do presidente Lula e da ministra Dilma, de Minas e Energia”; “eu tinha uma atividade dentro da Petrobras mais próxima ao Partido dos Trabalhadores”.

Para se salvar, Lula não descarta a opção de derrubar Dilma Rousseff.

No fim de semana, a Folha noticiou que ele estimulou pessoalmente o responsável pela análise das contas do governo no Tribunal de Contas da União a contestar as chamadas “pedaladas fiscais”.

Embora seu Instituto negue, Lula teria dito ao ministro José Múcio Monteiro, de quem é próximo, achar razoável que o órgão pedisse explicações sobre as manobras e que isso “daria um susto” na presidente.

Eduardo Cunha

Morrendo de medo da Lava Jato, Eduardo Cunha adota a mesma linha de ataque do PT, em entrevista à Folha de S. Paulo:

“Joaquim Barbosa não decretou nenhuma prisão preventiva. O que significa que ele respeitou o princípio constitucional da presunção da inocência, o que me parece que não está sendo respeitado hoje”.

Para melar a Lava Jato, Cunha tem um plano exótico de conchavo nacional:

“A grande evolução que se deve ter é que temos que discutir o parlamentarismo no Brasil, e rápido. Um debate para valer e votar”.

Caso não funcione, o impeachment com base nas pedaladas fiscais é a solução:

“Se o TCU reprovar as contas do mandato anterior, não quer dizer nada. Se há práticas neste mandato condizentes com improbidade, é outra história”.

Aécio Neves

Com o rabo preso do senador tucano Aloysio Nunes na Lava Jato, após denúncia de Ricardo Pessoa, Aécio Neves pede “cautela” em entrevista ao Estadão e também prefere mirar nas contas de Dilma:

“Continuo tendo a cautela de sempre nessa questão. Vou continuar esperando que as coisas caminhem. Um momento extremamente importante para todo esse processo será o julgamento do Tribunal de Contas”.

Em seguida, adota a mesma linha de defesa dos tesoureiros petistas, ainda que descolando Aloysio da organização criminosa:

“Não se pode misturar um apoio legítimo, declarado na Justiça Eleitoral, com o assalto comandado pelo PT”.

Quadro geral

Em maior ou menor grau, todos temem Sérgio Moro.

E a julgar pelas semelhanças nas declarações, PT, PMDB e PSDB poderão usar a rejeição das contas de Dilma no TCU para forçar sua renúncia com a abertura do processo de impeachment, fechando ao mesmo tempo um conchavo para melar a Lava Jato em seguida.

Contamos com Sérgio Moro e a pressão das ruas para melar essa possibilidade.

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