13/06/2015 às 08h23min - Atualizada em 13/06/2015 às 08h23min

Camila Andrade

Bailarina, Coreografa e Jornalista

Thiago Santos

 Quem é o ser humano Camila Andrade?

 Na verdade eu sou uma criança grande e responsável. Vou explicar: ao mesmo tempo em que adoro dançar, estar com as pessoas que eu amo, dar risadas; eu também adoro administrar minha  empresa e projetos, estudar e contribuir com o mundo de alguma forma.

 Este é o maior medo: deixar este mundo e não contribuir com nada de bom, de positivo para este planeta.

 

 Quando se deu seu primeiro encontro com o mundo da arte?

 Foi com 3 anos de idade. Na escolinha, minha mãe me colocou no Ballet. E ai nunca mais eu parei de dançar. Eu achava bonito outras artes; música, cinema. Mas era só a Dança mesmo que me alegrava, que me focava na vida.

 Escrever também sempre foi minha paixão. E paralelamente fui levando a profissão de jornalista e bailarina. E assim até hoje.

 

 

 

 

 

 

 Nos traga à tona todos os sentimentos vividos em seu primeiro espetáculo. Se possível!

 Nossa! Eu não lembro, mas tenho uma foto bem desfocada. Foi num teatro de uma biblioteca municipal da Cidade de Guarulhos, onde morei por um tempo. E eu estava vestida de “patinha”. Uma “patinha bebê” com fralda e tudo. Muito engraçado. Mas como sempre levei esta arte com seriedade, eu fui receber o certificado de participação no evento toda séria, das mãos de minha primeira professora de Ballelt. E tem uma foto deste momento. Engraçado!

 

 E quanto às qualificações por meio dos estudos cooperam em prol da arte na necessidade de desenvolvimento do artista?

 Acredito ser muito importante não só para o artista. Mas para a pessoa, para o Ser Humano no geral. Isso porque todo estudo estimula cada potencial latente que o ser humano tem dentro de si. E nós artistas no geral achamos que só podemos fazer arte. Mas eu penso que encontrar outros conhecimentos afins e estudar, torna a vida mais motivadora e a Arte mais madura e capaz de informar algo.

 Eu por exemplo, sou bailarina, mas me formei em Jornalismo e Relações Públicas. Tenho hoje alguns conhecimentos que eu uso em minha vida profissional na minha agência de Comunicação (Pórthia Assessoria de Comunicação) e uso para contribuir em meus projetos de dança. Por exemplo: gestão de Reputação, assessoria de imprensa, mídias sociais e marketing direto.

 Quando eu digo estudar, não necessariamente precisa ser uma faculdade. Pode ser um curso de curta duração, um curso a distância, enfim, o que for possível. Da forma que for possível acessar novos conhecimentos. Para que a Arte possa se tornar uma ferramenta multidisciplinar, atuando em comunhão com outras áreas do saber humano. Isso sim é arte para mim e este sim, é o artista.

 

 

 

 

 

 

 Como sua alma se sente no movimentar de seu corpo em meio à música de fundo, sobre o palco?

 Em um momento longo da minha vida como artista eu deixei professores e diretores orientarem não somente minha técnica como bailarina, mas minha alma como artista. E isso é péssimo. Eu sofria.

 Entrar no palco era bom e sofrido devido às cobranças. Quando eu percebi que a minha alma era mais do que técnica, eu deixei o mundo político, vaidoso e superficial da dança e fui para mundo arte verdade.

 Neste momento eu fundei o Projeto de Dança Movimenta Brasil e a Cia de Dança Yes Brasil. Foi e é incrível.

 Fazer arte independente é sempre uma tarefa pesada. E muitas vezes injusta até. Mas não há momento que seja melhor do que você entrar no palco livre, só você mesmo. E aí sabe o que acontece? A técnica vem convidada por sua alma para dançar com você. Este pensamento é o que eu passo para meus bailarinos e alunos hoje.

 Hoje então é sempre uma honra pisar em um palco, ou em um piso quebrado qualquer, mas que seja veículo de manifestação de dança. Sinto gratidão. Sinto-me privilegiada.

 

 Por meio das palavras nos faça imaginar um momento importante para você na conclusão de um trabalho! Porque escolheu citar este momento?

 O dia que estreou o espetáculo “Labirinto do Ser”, no início de 2014, eu fiquei muito emocionada. Vi minha concepção não somente de dança, mas de arte e de vida no palco. E olhei para o lado e não vi ninguém para me dar opiniões ou recriminar. Ufa! Um alívio e emoção. Senti a responsabilidade, mas também um alívio bom de ser eu mesma.

 

 

 

 

 

 Especialista em Linguagem Não Verbal?

 Então, depois de muito atuar como Diretora de Comunicação para outras empresas e depois na minha empresa (Pórthia Assessoria de Comunicação) e Bailarina e Coreógrafa. Eu fiquei pensando: “Como eu poderia levar o conhecimento do movimento do corpo para outras profissões?”. Comecei a dar curso para empresários e diretores sobre como se portar corporalmente falando na frente das câmeras ou em entrevistas (o chamado Media Training) para que eles pudessem se comunicar melhor. E também comecei a dar cursos sobre este assunto.

 Com o aumento da demanda, eu fui me aprofundar em “Linguagem Não Verbal”, ou seja, tudo que você comunica usando apenas o corpo, sem falar.

 Hoje dou muitas aulas sobre isso e estou fazendo meu projeto, que tenho como meta que se torne Doutorado sobre Linguagem Não Verbal na área da Saúde, na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo).

 Mas por que é importante estudar a linguagem do corpo no dia-a-dia?

 Porque cerca de 55% da nossa comunicação diária é comunicação NÃO VERBAL. Esses 55% incluem gestos, movimentos corporais, postura, micro expressões e modulação da voz. 

 Para linguagem verbal, restam apenas 7% da comunicação. 38% correspondem ao tom de voz.

 

 Vejo que o todo de seu amor está dedicado ao mundo da arte já que sua graça também é apresentadora!?

 É eu sou formada em Jornalismo e Relações Públicas e sempre atuei na área. Tenho uma agência de Comunicação e Marketing (Pórthia Assessoria de Comunicação). E adoro apresentar programas de TV e Rádio.

 Neste momento estou apresentando e produzindo o Programa “Reputação em Foco”, pela Rádio Mega Brasil e tenho projeto para TV em breve.

 

 

 

 

 

 

 Foi Vice Presidente do Comitê de Comunicação e Marketing da Câmara Espanhola no Brasil? E também correspondente do portal de notícias catalão no Brasil?

 Sim. Como eu disse sou jornalista. E isto está na minha alma. No Comitê de Comunicação e Marketing da Câmara Espanhola eu organizava eventos de Comunicação com temas atuais e convidava profissionais incríveis para dar as palestras. Foi uma fase ótima de muito estudo e networking.

 Quanto ao portal. Se chamava “El Guaitador”. Eu escrevo muito bem em espanhol e precisava praticar o espanhol e escrever, atuar como jornalista. Isto foi no início de minha carreira como jornalista. E foi engraçado porque eu pedi para o editor do portal para que ele me contratasse como correspondente no Brasil e que eu não precisava ganhar nada, eu só queria atuar. Claro que ele deixou né? Eu cobri a posse de um presidente da República e grandes eventos esportivos, como o Aberto de Tênis. Foi maravilhoso.

 

 Projeto de Dança Movimenta Brasil?

 Então, como eu disse, eu queria fazer um trabalho meu com a dança. Integrar outras artes com dança. Oferecer aulas de forma gratuita para quem não pode pagar por aulas de qualidade.

 E foi, ....e é um sucesso. O projeto tem mais de 50 alunos. Às vezes nem acredito.

 E nossa sede foi conseguida com apoio da UNIFESP, que nos deixar usar a Atlética como nossa sede de aulas e ensaios.

 Hoje temos Lei Rouanet e PROAC aprovadas para um projeto chamado “Oficina de Dança – Quem Dança Seus Males Espanta”. Projeto que tem como meta dar aulas de dança para moradores de comunidades na cidade de São Paulo. Estamos em processo de captação de recurso, que não é fácil. Mas seguimos com força e esperança.

 

 

 

 

 

 

 É Diretora e Coreógrafa da Cia de Dança Yes Brasil e bailarina do Coletivo de Sonhos?

 A Cia de Dança Yes Brasil surgiu depois do Projeto Movimenta Brasil, mas dentro deste mesmo projeto. Com o tempo ela se tornou independente e hoje tem seu repertório de espetáculos e um elenco definido.

 A base da Cia é a Dança Livre, sem rótulos. Se é dança contemporânea, moderna, jazz?. Não tento responder estas perguntas. São limitadoras. É livre. Eu sinceramente não me preocupo com isso. E a pesquisa de movimentos e estudo de temas é constante.

 Eu tenho um estilo bem pessoal e adoro trazer ações de cuidados corporais, como a Yoga e a Dançaterapia para dentro das minhas coreografias e preparação do corpo e alma dos bailarinos. Por isso, os bailarinos que atuam na Cia têm formações tão ecléticas e formas de pensar a dança tão peculiar e livre.

 Os próprios bailarinos dão suas contribuições de acordo com seus conhecimentos de outras áreas e, portanto, alguns se envolvem com preparação física, iluminação, material visual e outros.

 Estamos em cartaz com o espetáculo “Labirinto do Ser”, que neste ano estreia no dia 8 de julho, no Top Teatro, em São Paulo.

 Eu tenho também muita alegria de participar como bailarina e colaborada do projeto de um grande artista da dança e amigo que admiro, que é o coreógrafo, João Pirahy, que é o Coletivo de Sonhos. Lá eu tenho oportunidade de dividir minhas ideias e experiências com as dele e de outros artistas e participar de outro projeto que também me estimula como artista.

 

 

 

 

 

 

 Para finalizar nos fale dos seus projetos atuais e futuro!

 Estou muito empenhada na captação de recurso para o projeto Movimenta Brasil e para a Cia de Dança Yes Brasil. Por isso falar sobre este assunto é tão importante.

 Meu projeto de pesquisa para Doutorado está me estimulando a conhecer novas áreas e estudar mais, o que é um grande estímulo e meditação diária.

 E grandes projetos com minha empresa de comunicação que logo logo.... vou poder divulgar.

 Mas meu maior projeto presente e futuro é ser eu mesma, e claro, a consequentemente:....ser feliz.

 Alguns links de meus projetos:

www.porthia.com.br

https://br.linkedin.com/in/camilaandrade

https://www.facebook.com/dancamovimentabrasil

https://www.facebook.com/CiaYesBrasil

https://www.youtube.com/user/dancamovimentabrasil

https://www.flickr.com/photos/movimentabrasil

 

 

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