06/06/2015 às 09h40min - Atualizada em 06/06/2015 às 09h40min

Vanessa Fontana

Atriz, tão solene em sua trajetória, e nela seu viver encanta esta maravilhosa arte

Thiago Santos

 Quem é o ser humano Vanessa Fontana?

 Vanessa Fontana é uma pessoa que deixa a arte correr em suas veias, criadora por puro instinto, não consegue parar um minuto, sempre envolvida em projetos culturais.

 Não tenho paciência com a maldade humana, muitas vezes me sinto à parte desse mundo, não consigo calar, grito através dos meus poemas e textos todas as minhas opiniões, na tentativa de alguma forma influenciar de forma positiva e lutar pelo direito dos mais fracos.

 Algumas vezes sou mal interpretada por ser muito transparente, verdadeira, e até algumas vezes irreverente, não sou do tipo que mente para agradar.

 

 Já na fase da infância o maravilhoso mundo da arte conquistou sua atenção?

 Um dia desses achei uma foto no teatro com apenas 3 anos, o que parecia ser brincadeira de escola já fazia meu coração bater mais forte. Também tinha mania de produzir livros artesanais com estorinhas e desenhos feitos por mim, e mostrava a todos que podia. Depois comecei a tocar violão com 8 anos de idade na “Orquestra Sinfônica de violões do Pará” com um dos maiores violonista do Brasil, maestro Salomão Habib, tivemos repercussão internacional. Tentei depois dos 15 anos fugir da arte, por conta de uma grande perda que tive, a morte do meu avô que era quem sempre estava me aplaudindo na primeira fileira do teatro. Mas, não escolhemos a arte, ela nos escolhe. Foi aí que em 2000, por um acaso visitando a Rede Globo de produções, me pediram para ser dublê de corpo da patrícia Pillar no seriado “Mulher”, e tive o enorme privilégio de contracenar com Eva Wilma, aí vi que não tinha mais como fugir. Descobri que a arte é meu ar, minha essência, minha vida.

 

 

 

 

 

 Olhando para aquele momento quais seriam suas palavras em relação o primeiro passo em prol da arte?

 Quando pisei a primeira vez no palco do Teatro da Paz, como uma artista erudita em meu estado, mesmo com a pouquíssima idade 1990. Eu me sentia, como sinto até hoje um veículo de comunicação entre o Divino e a humanidade, acredito ser apenas um instrumento, regida pelos meus sonhos.

 

 E logo os “ bons frutos ” vieram?

 Em 1990 era cotidiano ter a foto, meu nome e trabalho estampado na coluna cultural do maior jornal impresso do Pará, o Liberal. Também já ganhava meu cachê, já sabia o valor do trabalho. Enquanto os adolescentes de minha idade brincavam na rua, no clube, o que me satisfazia era produzir arte.

 A veiculação da minha imagem acabou gerando contratos como Top Model da maior rede de lojas do meu estado na época Y. Yamada, o que me tornou independente muito cedo, com 16 anos.

 

 

 

 

 

 Ao iniciar sua trajetória na TV, se deu conta de que por meio dos esforços, perseverança e persistência tudo é possível ao ser humano conquistar?

 É, artista em nosso País realmente precisa de esforço, perseverança e persistência, acrescento, uma pitada de “estrela”. Mas, sou uma mulher do Norte do País, que vim sozinha para o Rio de janeiro, que estuda (o ator nunca para de estudar), trabalha, que hoje é mãe e viúva, então, acredito que sou prova viva de que é possível alcançar o que se sonha, mesmo ainda estando só no começo de minhas conquistas, não desmerecendo a grandeza dos trabalhos que fiz e do reconhecimento, inclusive, internacional.

 

 Estrelar na abertura de uma série lhe proporcionou quais emoções?

 É espetacular poder se assistir em um programa de horário Nobre. Que foi o caso da abertura da Série Paraísos Desconhecidos do Brasil no Fantástico e que também veiculou no Globo Esporte. Fantástico era o programa “obrigatório” de todas as famílias brasileiras no domingo de noite, cresci assistindo o mesmo. E para o artista o reconhecimento e divulgação da mídia é a feedback que comprova a sua aceitação. Sem falar que é emocionante saber que você conseguir conquistar esse lugar.

 

 

 

 

 

 

 Também atuou numa obra que para os jovens é especial?

 Fiz “Nininha”, minha personagem de Malhação em 2010, que até hoje lembro com muito carinho pela a oportunidade que foi me dada.

 

 Sua graça também é escritora?

 Tenho um livro chamado “Noites Imaginárias Em Versos, Versões e Prosas” que está a venda no link: https://agbook.com.br/book/178991--Noites_Imaginarias. Esse livro na realidade surgiu como um desabafo da grande dor que tive da perda do amor da minha vida em meus braços, meu marido, Mauro Dias. O livro nada mais é que meus gritos interiores, minha procura pela superação e minha volta a vida. Aprendi que ajudo pessoas que passam ou passaram por situação semelhante a superar, essas pessoas acabavam me procurando para falar da grande identificação que tem com a obra.

 Também escrevi peças teatrais. Além de dois livros guardados na gaveta na espera da hora certa para o lançamento, uma fala sobre a minha visão artística da Arte De Atuar, sem perder minha forma poética de escrever. E o outro, é uma continuação do “ Noites Imaginárias”.

 

 

 

 

 

 

 Como a mulher e artista Vanessa Fontana se sente diante tantas realizações

 Como falei anteriormente sou apenas um instrumento artístico para humanidade. Quando escrevo, eu me permito ser vista nua, permito que as pessoas entrem em meu mundo e se tornem tão loucas ou ricas como eu.

 Quando atuo me realizo em meus personagens em uma entrega absoluta. Como sempre digo em minha frase: “O ator não tem corpo”. Quando subo no palco esqueço minhas vivências tristes ou felizes, e me torno um vaso a ser preenchido por meu personagem. É o momento de descanso absoluto da alma em vida, onde supero toda minha finitude humana e me torno do tamanho e forma de meu personagem.

 Só peço todos os dias para que a vaidade, o sucesso não me desvirtuem da minha missão.

 

 

 

 

 

 Para finalizar nos fale dos seus projetos atuais e futuro!

 Meu mais novo projeto é um curta de Rodrigo Gallo, chamado “Mãos Encharcadas De Sangue”, um curta cheio de mistério com objetivo de concorrer festivais.

 Estamos no aguardo de EAS- Esquadrão Anti-Sequestro, chegar as telonas, onde fiz Débora uma Oficial do Esquadrão, em um filme cheio de ação e efeitos especiais, onde não precisei usar dublê em cenas de velocidade, sensualidade e violência, um filme de Marcus Dartagnan, com Murilo Rosa, Carol Castro, Humberto Martins, Sasha Saballet e grande elenco.

 Estou como protagonista em uma série, Os Baratas, de Daniel Jaimovich, onde faço Vivelinda, filha de Aldo (Paulo Silvino), Humor crítico e inteligente.

 Estou no elenco de uma peça de Flávio Braga, “ De Cara Cheia No Velório levei a Coroa pra casa.

 Também estou escalada no elenco de outro longa, de Chrys Rochat com distribuição da Europa Films.

 Entre outros... costumo dizer o artista não para. 

 

 

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