05/09/2013 às 20h24min - Atualizada em 05/09/2013 às 20h24min

Das praias de Ipanema para os sets de filmagem europeus

Jovem cineasta brasileira Priscila Guedes se especializa na Europa e busca espaço no Brasil, inclusive, com projetos em parceria com Marcelo Yuka

Efetiva Assessoria de Imprensa

Ficções, documentários e tudo que envolve o mercado audiovisual, ganha espaço por bons roteiros e qualidade de imagens, que prendem a atenção e atraem os espectadores de cinema. Com o mercado cinematográfico vasto e cheio de cineastas, se destacam os profissionais que reúnem esses diferenciais.

A jovem cineasta brasileira Priscila Guedes, que vem conquistando cada vez mais espaço na Europa, com filmes realizados em diferentes países, como nos Alpes Suíços, Portugal, Alemanha e Inglaterra, agora busca espaço em seu país.

Carioca da gema, Priscila Guedes, nascida e criada no Rio de Janeiro, trocou a graduação em Relações Internacionais pelos estudos em Artes Visuais, na Escola Nacional de Belas Artes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde estudou de 2004 a 2007.

Em 2009, Priscila realizou o seu projeto mais famoso, o documentário Hanami, o Florescer da vida. O filme sobre parto humanizado conquistou fundos numa campanha de crowdfunding (financiamento coletivo), em que conseguiu apoio financeiro de pessoas na Suíça, Espanha, Alemanha, Itália, Portugal, Inglaterra, Austrália e Brasil. Foi distribuído no mundo inteiro e possui mais de 400 mil visualizações.

Após esse período, a cineasta, sempre focada em seus projetos profissionais, se tornou exemplo para os jovens que pretendem estudar em outro país. Morou na França, se formou em cinema na École Supérieure de Cinéma et Audiovisuel AIS Marseille, se especializou em direção de filmes e direção de fotografia com estágios de aprofundamento na PANAVISION Marseille e TSF, principal fornecedora de equipamentos de iluminação para o mercado cinematográfico francês.

Priscila Guedes trabalha no mercado cinematográfico francês em curtas-metragens, canais de televisão renomados como France 3, France 2, Canal Plus e em longas-metragens, como Camille Claudel 1915, do diretor Bruno Dumont, em que a famosa atriz francesa Juliette Binoche atuou como protagonista.

Atualmente, seus filmes têm características sutilmente plásticas, provocadoras, sensoriais, poéticas, filosóficas e, às vezes "emocionalmente violentas", quando se trata de seus roteiros. Também fez parte da equipe do longa-metragem Tanagra, dirigido pelo francês Regis Musset e Saida Jawad, com a participação do consagrado ator francês Gérard Jugnot.

“Na área cinematográfica não tem como mentir: ou temos competência, ou não. O produto final (filme) pode ser visto e analisado pelo mundo inteiro, então o fruto do teu trabalho está ali: competência e sensibilidade materializadas”, comenta Priscila Guedes.

Estudou e morou em países como Suíça e Portugal e, ao longo de sua carreira, realizou sete curtas-metragens de vídeo arte e ficção, um documentário de média-metragem, e participou da produção de mais de 50 filmes nacionais e internacionais de diretores no Brasil, Bélgica, Estados Unidos, Cuba e Suíça, nos quais atuou como montadora, assistente de direção,  diretora de fotografia e assistente deste mesmo cargo.

Em outubro Priscila Guedes vêm ao Brasil para lançar o filme Putain D'amour, o primeiro de sete curtas-metragens de ficção, da série Contos da Coceira. O projeto tem como fonte inspiradora, para a escrita dos roteiros, o polêmico escritor Nelson Rodrigues. Além disso, a cineasta também lança o clipe “Agora Nesse Momento”, que dirigiu e fotografou, do compositor Marcelo Yuka, ex-integrante da banda O Rappa. Com Yuka, Priscila também está escrevendo um longa-metragem na categoria tragédia cômica, que promete fazer muita gente rir. “Chegar ao Brasil agora, com projetos prontos pra lançar, é muito especial pra mim, porque é como contribuir culturalmente com o país onde nasci”, diz Priscila.

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