09/05/2016 às 23h26min - Atualizada em 09/05/2016 às 23h26min

Verbos - maio/2016

Renata Carone Sborgia

...o caminho era íngreme, mas a vontade subia passo a passo com a coragem porque o desejo era maior.

In Trechos Tecidos com Palavras... Madras Editora, Renata Carone Sborgia

  1.  Maria está com dificuldade para conjugar o  “ verbo polir”  na primeira pessoa do singular.

 

Vamos ajudá-la!!!

O correto é: Eu pulo( verbo pulir)

Verbos Irregulares—conjugados na 1 pessoa do singular, alguns exemplos:

Verbo valer----Eu valho

Verbo competir----Eu compito

Verbo aderir----Eu adiro

Verbo rir----Eu rio

Verbo caber----Eu caibo

 

  1.  Pedro não sabe  “aonde” é o aeroporto.

 

Com o português incorreto, não irá saber o local mesmo!!!

O correto é: onde

Regra fácil e básica:

ONDE( um lugar que, lugar em que)---usa-se com verbos que indicam permanência, situação estática.

  1. : usa-se com verbos que indicam movimento, deslocamento, e exigem a preposição a.

Ex.: Aonde você vai?

 

 

  1. “Ao invés de “ ouvir música pop, optou por ouvir jazz!

 

Tinha que optar também pelo estudo da Língua Portuguesa!

O correto é:  em vez de

Regra fácil:

Ao invés de: significa “ ao contrário de “.

Ex.: Maria confundiu o a andar de seu apartamento, ao invés de subir as escadas, desceu.

Em vez de: significa “em lugar de”, expressa ideia de substituição.

Ex.: Em vez de ouvir música pop, optou por ouvir jazz.

 

Para você pensar:

“Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.”

Marla de Queiroz

 

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