17/03/2015 às 23h48min - Atualizada em 17/03/2015 às 23h48min

Cingapura – uma boa opção de conexão na Ásia

Por Maíra Nardo / Diários de Férias

A Cingapura “moderna” nasceu como um entreposto comercial britânico estabelecido em 1819 para as rotas de comércio da Companhia das Índias Orientais. A decisão da Inglaterra de estabelecer um porto livre atraiu mercadores de toda a região, trazendo grande desenvolvimento ao local. Com exceção de um período de dominação japonesa, a região continuou sob domínio britânico até 1958, quando o Parlamento Britânico aprovou a criação do Estado de Cingapura

Mas Cingapura hoje em dia chama mais a atenção dos turistas pelo atual desenvolvimento arquitetônico. E, nessa área, nenhum prédio faz mais sucesso do que o do Hotel Marina Bay Sands, uma de suas atrações mais conhecidas, com uma piscina de borda infinita elevada a 200 metros na plataforma que interliga as torres do hotel.

Antigamente, era possível comprar um day pass para aproveitar a piscina, mas hoje em dia ela é restrita aos hóspedes. Assim, caso seu sonho seja nadar por lá, a única opção é arcar com a diária um tanto salgada.

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Piscina do Marina Bay Sands

Mas os não hóspedes tem a opção de visitar o Sands Sky Park, o deck de observação que fica em uma das pontas da plataforma elevada do hotel e oferece vistas lindíssimas da cidade.

Outra atração muito conhecida da cidade não fica longe: os Gardens by the Bay estão a uma passarela de distância do hotel. O local possui vários jardins, que formam um enorme Jardim Botânico às margens da baía. São diversos temas, como chinês, malaio, de flores e frutas etc.

Mas a parte que atrai o maior número de turistas é a Supertree Grove, que abriga as mega árvores. Num grande jardim, estão erguidas estruturas de aço em forma de árvores, com as laterais cobertas por plantas. Conforme a noite vai chegando, as árvores vão acendendo, formando um cenário muito bonito. Também é possível assistir a um espetáculo de luzes e som, que ocorre em dois horários.


Supertree Groove iluminado à noite

Além dos jardins abertos, o parque oferece duas estufas com vegetações temáticas: a Flower Dome (Cúpula das Flores) e a Cloud Forest (Floresta Tropical). Portanto, vale a pena visitar o lugar de dia e à noite, para conhecer os jardins e estufas nesse primeiro período e ver as mega árvores iluminadas no segundo. Uma boa estratégia é programar a visita para o final da tarde, assim não é preciso voltar duas vezes.

Ainda na região da Marina fica o ArtScience Museum, com uma arquitetura moderna, que lembra uma flor de lótus aberta. O museu tem uma coleção permanente pequena e foi criado mesmo para abrigar exposições itinerantes.

Outra atração da região é a Helix Bridge, uma ponte de pedestres com estrutura futurística toda feita em aço, com formato que imita a estrutura do DNA.


Helix Bridge, Marina Bay Sands e ArtScience Museum

Não muito longe, está a Singapore Flyer. A roda-gigante ao estilo London Eye é a maior do mundo e oferece vistas lindíssimas da cidade. São 28 cápsulas com ar-condicionado.

Do outro lado da Marina, fica o Merlion Park.  O parque em si não tem nada além de alguns bancos, mas abriga a estátua que é símbolo oficial da cidade: o Merlion que jorra água.


Merlion: símbolo oficial da cidade.

O Merlion é uma figura mitológica, metade leão, metade peixe. O leão (“singa”) faz referência ao animal que um príncipe de Sumatra teria avistado ao chegar na ilha. O peixe faz referência à história de Cingapura como forte cidade marítima ao longo dos anos.

Já fora da parte da Marina, outra região interessante da cidade é a Orchard Road, que, pelo tamanho e movimentação, mais parece uma avenida, com um shopping ao lado do outro. Alguns mais simples, outros mais modernos, se seu intuito é ir às compras, esse lugar é parada obrigatória.

Caso seu estilo de turismo não inclua perder tempo com compras, as atrações ficam por conta da arquitetura futurística de alguns shoppings, das esculturas nas calçadas e de observar o vai e vem do lugar. Um dos shoppings que chama mais atenção é o ION, que tem uma arquitetura linda por fora, além de lojas e restaurantes de luxo no seu interior.


Entrada do shopping ION, na Orchard Road.

A ilha tem, ainda, diversas regiões temáticas. Dentre elas, Little India se destaca por ser uma das maiores comunidades indianas fora da Índia e mostrar muito da cultura daquele país. Sua principal atração é o templo Sri Veeramakaliamman, conhecido pela fachada bem decorada e colorida, além das estátuas de deuses indianos em seu interior. Outro local interessante é o Mustafá Centre, um grande shopping que traz dos produtos mais variados. São vários andares, os mais interessantes com jóias, roupas e comidas ao estilo indiano.

Por sua vez, no Civic District estão os prédios construídos durante a época colonial. O mais célebre é o do Raffles Hotel, aberto em 1887 e no qual grande parte da alta sociedade colonial já esteve hospedada. O hotel é muito tradicional e vale e pena a visita, principalmente porque é possível andar por suas dependências e ter um gostinho de como era a vida colonial. Não deixe de passar pelo Long Bar do local, que mantém a arquitetura tradicional, além de ser o criador do famoso drink Singapore Sling.

O bairro abriga, ainda, diversos museus, como o Singapore Art Museum, o Singapore History Museum e o Peranakan Museum. Um dos prédios mais interessantes é a Central Fire Station, antigo quartel general dos bombeiros.

Na parte administrativa, ali estão o prédio do Parlamento, a Prefeitura e a Suprema Corte, além do local onde Sir Stamford Raffles (colonizador britânico) teria pisado em Cingapura pela primeira vez, em 1918. O Sir Stamford Raffles Landing Site hoje tem uma estátua em sua homenagem.


Sir Stamford Raffles Landing Site. Atrás, as casas típicas do Boat Quay contrastando com a arquitetura moderna dos novos prédios.

Outra atração muito conhecida em Singapura é a Sentosa Island, uma ilha tropical, com praias, além de um parque de diversões e um Universal Studios. Para quem tiver tempo sobrando ou se interessar pelo local, vale a pena incluir um dia a mais em sua viagem.

Por fim, à noite há duas regiões muito agitadas na cidade. As áreas de Boat Quay e de Clarke Quay. Em Boat Quay estão diversos restaurantes à beira do rio. Em Clarke Quay há tanto restaurantes que beiram a água como restaurantes e bares dentro de um complexo coberto por uma tenda transparente, com uma iluminação colorida. Vale a pena escolher um dos dois locais para jantar em alguma noite.


Clarke Quay

Cingapura surpreende muito positivamente quem passa por lá. Fica aqui, então, a dica de uma boa parada caso esteja planejando a viagem para algum lugar da Ásia. A cidade também pode te surpreender.

O roteiro completo e outras indicações podem ser encontrados no site www.diariosdeferias.wordpress.com. Instagram: @diariosdeferias.

 

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